Ter, 11 de Agosto

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Internacional

Coreia do Sul divulga primeiras imagens do impacto de foguete da SpaceX na Lua

Sonda Danuri registrou a superfície lunar antes e depois da colisão do estágio do Falcon 9, revelando alterações no terreno; dados serão compartilhados com a Nasa

Foguete Falcon 9 da SpaceXFoguete Falcon 9 da SpaceX - Foto: Justin Sullivan/Getty Images North America/Getty Images via AFP

A Administração Aeroespacial da Coreia do Sul (KASA) divulgou nesta quinta-feira as primeiras imagens que mostram o antes e o depois do impacto de um estágio do foguete Falcon 9, da SpaceX, na superfície da Lua.

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A colisão ocorreu na quarta-feira (5) nas proximidades da Cratera Einstein e foi registrada pela sonda lunar Danuri (KPLO), que realizou uma sequência de observações da região momentos antes e logo após o impacto.

Segundo a KASA, foram feitas oito passagens sobre o local, utilizando a câmera infravermelha de alta resolução (LUTI) e a câmera de polarização (PolCam), permitindo documentar em detalhes as mudanças provocadas pela colisão.

 

Mudanças no relevo

As imagens revelam alterações na topografia da região atingida e mostram vestígios da dispersão de material lunar causada pelo impacto.

De acordo com a agência sul-coreana, trata-se de uma oportunidade inédita para comparar imagens obtidas imediatamente antes e logo depois de uma colisão previamente prevista na superfície da Lua.

"Esta observação representa um importante exemplo de como acompanhar um impacto programado diretamente da órbita lunar. Enquanto a maioria dos estudos anteriores analisava mudanças na superfície apenas muito tempo depois dos impactos, a Danuri permitirá identificar especificamente as alterações causadas por esta colisão", informou a KASA em comunicado.

Dados serão enviados à Nasa

Os registros obtidos pela missão sul-coreana também serão compartilhados com a Nasa. A agência espacial americana deverá realizar novas observações do local utilizando a sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), que orbita a Lua desde 2009.

Segundo a KASA, a combinação dos dados das duas missões permitirá estudar com maior precisão a formação da nova cratera e compreender melhor os efeitos de impactos artificiais e naturais sobre a superfície lunar.

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