Coronavírus

UFPE retoma atividades com aulas remotas a partir de agosto

A adesão ao Calendário Acadêmico Suplementar é facultativa para estudantes e docentes.

Universidade Federal de PernambucoUniversidade Federal de Pernambuco - Foto: Rafael Furtado/ Folha de Pernambuco

No dia 17 de agosto, a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) dará início ao período letivo suplementar 2020.3 para os cursos de graduação. A regulamentação do Calendário Acadêmico Suplementar foi aprovada na tarde de hoje (10) pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), por meio de videoconferência. No entanto, o semestre letivo 2020.1, suspenso desde 16 de março por causa da pandemia do novo coronavírus, permanece sem previsão de volta para os cursos presenciais de graduação da instituição. A previsão para retorno é somente em 2021 e forma híbrida, parte presencial e parte remota.

A adesão ao Calendário Acadêmico Suplementar é facultativa para estudantes e docentes. Segundo o reitor da UFPE, Alfredo Gomes, cerca de 80% dos professores tem a intenção de ofertar disciplinas de forma remota. O estudante que solicitar a matrícula, programada para acontecer de 8 a 12 de agosto, assume ter recursos tecnológicos e materiais necessários para a sua realização. Caso não possua condições de acesso satisfatório à rede de computadores, o estudante deve encaminhar à Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis (Proaes) solicitação de inclusão no Programa de Inserção Digital, mediante processo eletrônico.

O projeto tem dois pilares: a conectividade, por meio da oferta de pacotes de dados; e a locação de equipamentos. A previsão de conclusão é na segunda semana de agosto. O objetivo é que os discentes em situação de vulnerabilidade socioeconômica possam estar devidamente equipados. De acordo com o reitor, cerca de 10 mil pessoas devem ser atendidas. “Temos um número considerável de estudantes em situação de vulnerabilidade que já fazem parte dos nossos programas de assistência. Vamos pegar esses dados, cruzar adequadamente e entrar em contato com eles para fazer a devida implementação do programa no início de agosto”.

Para atender ao pilar da conectividade, a UFPE vai aderir à licitação realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que prevê a contratação de pacotes de dados para estudantes das universidades públicas. Já o pilar dos equipamentos vai contar com recursos da UFPE, que está finalizando os estudos para o processo licitatório. A previsão do contrato de locação será de três anos, com seguro para eventuais quebras ou furtos. Poderão se matricular nas atividades do Calendário Suplementar os estudantes com status de “ativo” ou “formando” no Histórico Escolar. Cada pessoa poderá cursar a carga horária máxima de 300 horas. 

“É um semestre que vamos aprender muito com esse processo, pois a tendência nossa é caminhar para o semestre hibrido”, disse o reitor. Cursando o 3° período de Engenharia de Energia, Anny Beatriz Simões Freitas, 19 anos, vê pontos positivos e negativos no semestre suplementar. “Gostei por ser opcional e se o aluno pagar a cadeira e reprovar não vai ter ônus, ou seja, a reprovação não vai contar no histórico”, disse. A jovem mostrou preocupação quanto ao modo de avaliação. “Não temos noção de como vão ser as provas, se vai ter estudantes trapaceando, chuva de notas altas e alunos sem aprender de fato a matéria”.

UFRPE e UPE
Na Universidade de Pernambuco (UPE) e Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) as atividades continuam suspensas sem previsão de retorno. “Neste momento, estamos sem previsão de volta às aulas presenciais. Em relação ao ensino remoto, a UPE está analisando as especificidades de cada região e de cada curso”, disse a instituição em nota. Já na UFRPE, o Plano de Funcionamento está sendo sistematizado para votação nos Conselhos Superiores no dia 17 de julho. Caso seja aprovado, haverá um Período Letivo Excepcional, com ensino remoto e adesão opcional de professores e estudantes. 

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