Corpo de médico é liberado e segue para Bahia, onde será enterrado
Os restos mortais do médico Denirson Paes da Silva seguirá para Campo Alegre de Lourdes, no Estado da Bahia, onde será enterrado
Quase dois meses depois da provável data do assassinato, o corpo do cardiologista e advogado Denirson Paes da Silva foi liberado no início da noite desta sexta-feira (27), pelo Instituto de Medicina Legal (IML) de Pernambuco, no Recife.
Os restos mortais do médico - encontrados pela Polícia Civil de Pernambuco dentro de uma cacimba na residência onde morava com a família em condomínio no km 13 de Aldeia, em Camaragibe - seguiram para Campo Alegre de Lourdes, no Estado da Bahia, onde o corpo será enterrado. O sepultamento, previsto para as 17h deste sábado (27), acontecerá no cemitério municipal da cidade.
Os suspeitos do crime - a esposa do médico, Jussara Paes, e um dos filhos do casal, Danilo, 23 - estão presos provisoriamente.
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"Foi um alivio a liberação dos restos mortais de Denirson porque são praticamente sessenta dias depois do ocorrido. Primeiramente veio o desaparecimento, segundo a confirmação do óbito e terceiro, esse sofrimento de juntar os pedaços do corpo. É um alívio acompanhado com muita dor e sofrimento para toda a cidade porque Campo Alegre [de Lourdes] é uma cidade pequena em que todos nós somos amigos e irmãos", comentou Auristela Ferreira Paes, prima de Denirson.
De acordo com familiares, o filho mais novo do médico, Daniel Paes, de 20 anos, acompanhará o corpo do pai, que deve chegar à cidade por volta das 7h deste sábado. "Eu ainda não sei como está o estado de saúde de Daniel porque eu não me encontrei pessoalmente com ele, mas ele seguirá para a Bahia junto ao corpo do pai", contou Auristela.
Entenda o Caso
O desaparecimento do médico cardiologista Denirson Paes da Silva vinha sendo investigado desde o início de junho. Em um Boletim de Ocorrência registrado no último dia 20 de junho sobre o desaparecimento do marido, a farmacêutica Jussara Rodrigues Silva Paes, 54, alegava que a vítima teria viajado para fora do País e que não teria retornado. A delegada Carmem Lúcia, de Camaragibe, desconfiou do envolvimento dos familiares e solicitou um mandado de busca e apreensão no condomínio em que eles moravam.
Para a polícia, há indícios suficientes da participação de mãe e filho na ocultação do cadáver do médico, encontrado no último dia 4 de julho dentro de uma cacimba na casa onde morava, no condomínio Torquato Castro, na Estrada de Aldeia, em Camaragibe, Região Metropolitana do Recife. As investigações continuam a fim de esclarecer a motivação e a conduta de cada um.
Vizinhos do médico afirmaram que dois funcionários dele prestaram depoimento. Um deles teria afirmado que a esposa da vítima o chamou dias atrás para fechar, com cimento, uma cacimba que já estaria fechada com uma tampa "bastante pesada para ser carregada por uma pessoa só". O homem teria notado um mau cheiro, mas a farmacêutica alegou que um gato tinha morrido dentro da cacimba.
O segundo funcionário contou à polícia que o médico, pouco antes de desaparecer, tinha explicado a ele que não precisaria mais de seus serviços porque estaria se separando e iria morar no Recife.

