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Coronavírus

Covax e Banco Mundial se unem para levar mais vacinas contra Covid-19 aos países pobres

Cerca de 250 milhões devem ser vacinados em meados de 2022

Vacinação na África do SulVacinação na África do Sul - Foto: Lucas Sola/AFP

O Banco Mundial e o sistema Covax criaram um novo mecanismo de financiamento que deverá permitir vacinar 250 milhões de pessoas nos países pobres para meados de 2022, segundo um comunicado conjunto publicado nesta segunda-feira (26). 

O novo mecanismo de financiamento permitirá aos 92 países-membros do Covax mais pobres acessarem as doses adicionais além da cota já financiada em sua totalidade pelos países doadores, segundo o comunicado.

"O acesos às vacinas é o maior desafio para que os países em desenvolvimento protejam suas populações do impacto da pandemia de Covid-19 do ponto de vista sanitário, social e econômico", disse o chefe do Banco Mundial, David Malpass. 

Até o momento, a desigualdade na vacinação entre países ricos e pobres é a regra.

 

Até 26 de julho, os 29 países mais pobres só conseguiram aplicar 1,5 dose por cada 100 habitantes, enquanto os mais ricos alcançaram as 95,4 doses por cada 100 habitantes, segundo uma contagem da AFP. 

O sistema Covax, uma associação entre a Organização Mundial da Saúde, a Aliança para as Vacinas (Gavi) e a Coalizão para as Inovações na Preparação para Epidemias (Cepi), só conseguiram enviar pouco mais de 135 milhões de doses para 136 países, muito abaixo de seus objetivos iniciais.

Isso é explicado em parte porque os países ricos estão acumulando as doses de vacinas disponíveis, mas também porque a Índia -- que deveria fornecer grande parte das doses -- está há vários meses proibindo as exportações para poder combater a pandemia em seu território. 

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