Boletim

Covid-19 já fez mais de 70 mil vítimas fatais no Brasil

Nas últimas 24 horas, foram acrescentados 1.214 registros novos de óbitos

Limpeza urbana em virtude da Covid-19 no BrasilLimpeza urbana em virtude da Covid-19 no Brasil - Foto: Carl de Souza/AFP

O Brasil superou, nesta sexta-feira (10), 70 mil óbitos em decorrência da Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Segundo dados do Ministério da Saúde, são 70.398 vidas perdidas no País, até o momento. Entre esses óbitos, 1.214 foram adicionados no boletim desta sexta, que registrou ainda 45.048 novos casos positivos da doença. Agora, são 1.800.827 pessoas já expostas ao novo coronavírus no País com diagnóstico laboratorial e notificação oficial dos órgãos de saúde, fora a enorme parcela da população que não teve acesso aos testes.

Com perto de 212 milhões de habitantes, o Brasil é o segundo país do mundo em número de infectados e falecidos pela Covid-19, atrás dos Estados Unidos. A cifra de mortos dobrou em 35 dias (tinha chegado a 35 mil em 5 de junho), com registros elevados em São Paulo (17.442 mortos) e no Rio de Janeiro (11.280).

Em termos relativos, o número de mortos por milhão de habitantes é de 335, inferior ao dos Estados Unidos (403,4) e ao da Espanha (607,5). Mas em alguns estados, como no Rio de Janeiro (653 mortos por milhão de habitantes), Ceará (742 por milhão) e Amazonas (726 por milhão), o impacto é até pior ao dos países mais castigados pela pandemia. Das últimas cinco semanas (excluindo a atual), quatro registraram mais de sete mil mortos, ou seja, mais de mil por dia, em média. 

Desde o primeiro óbito pela Covid-19, reportado em março, o Brasil não conseguiu dar uma resposta unificada à doença, devido à oposição entre os governadores e prefeitos, favoráveis às medidas de distanciamento social para conter os contágios, e o presidente Jair Bolsonaro, que as critica por seus impactos na economia.

O próprio Bolsonaro, de 65 anos, anunciou nesta semana ter sido diagnosticado com a Covid-19, embora tenha mantido a atitude desafiadora diante de uma doença à qual chegou a qualificar de "gripezinha”. Nos últimos meses, o presidente participou de vários eventos públicos sem usar máscara.

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