Crédito fica mais barato para financiar estandes na 21ª Fenearte

A redução foi de 2% ao mês (a.m) para 1,49% a.m e o prazo para pagamento aumentou para nove meses

Crédito facilitado para artesão na Fenearte Crédito facilitado para artesão na Fenearte  - Foto: José Britto/Folha de Pernambuco

Em uma ação conjunta do Governo do Estado, através da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper) e da Agência de Empreendedorismo de Pernambuco (AGE), os artesãos que vão participar da 21ª Fenearte terão uma facilidade.

É que a linha de crédito para quem participa da Feira, já conhecida pelos artesãos, foi reduzida de 2% ao mês (a.m) para 1,49% a.m. O valor é usado para financiar os estandes e o prazo para pagamento, aumentou de cinco para nove meses.

De acordo com o presidente da AGE, Marcelo Barros, a linha de crédito existe desde 2015. “Este ano a gente atendeu a reivindicação dos artesãos e ampliou o prazo para nove meses para financiar os estandes, tanto de artesanato como alimentação. Os valores para pegar o crédito varia conforme o tamanho do estande”, detalha.

Outra oportunidade que os artesãos podem utilizar é o Crédito Popular. “São duas linhas de crédito. Mas o Crédito Popular pode ser utilizado para todos os negócios, com limite de até R$ 3 mil e taxa de 1,49% a.m”, explica Barros dizendo que para este Crédito Popular o prazo é de até 12 meses. De 2015 até o ano passado, foram financiados quase 894 estandes, beneficiando cerca de 2,8 mil artesãos e movimentando cerca de R$ 3 milhões.

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“Ou seja, o artesão pode pedir uma linha para o estande e ainda pode pedir no Crédito Popular para aquisição de matéria prima e ferramentas, caso tenha o cadastro aprovado para os dois financiamentos com a mesma taxa”, detalha o presidente da AD Diper, Roberto Abreu e Lima.

“A Fenearte consolida-se como o maior evento da América Latina, com objetivo de valorizar e difundir saberes tradicionais, a cultura popular pernambucana, estimulando o potencial de crescimento dos artesãos e artesãs; além de funcionar como fundamental elemento estruturador da cadeia produtiva do artesanato local”, explica Márcia Souto, coordenadora geral da Feira.

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