Crescem os casos de sífilis em Pernambuco

"Prevenção se traduz em uso sistemático e recorrente da camisinha”, destacou François Figueroa

Orquestra Pró-CriançaOrquestra Pró-Criança - Foto: Crédito: José Domingos/Divulgação

Celebrado todo terceiro sábado de outubro, o dia internacional de combate à sífilis, doença infectocontagiosa transmitida principalmente por meio de relações sexuais, traz a tona a importância de prevenção à doença, que geralmente age de forma silenciosa. A data além de incentivar homens e mulheres a realizarem os testes para diagnosticar a sífilis, que também é transmitida de forma vertical (da mãe para o filho) e sanguínea, alerta para importância de se prevenir.

Nesta sexta-feira (14), o Governo do Estado lançou uma campanha de conscientização nos ônibus e realizou uma ação na Estação Central do Metrô. No local, técnicos do Programa Estadual de Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST/Aids) distribuíram 25 mil camisinhas masculinas e 5 mil femininas, além disso foram entregues panfletos informativos aos passageiros.

“Toda população sexualmente ativa tem que estar pensando em prevenção e prevenção se traduz em uso sistemático e recorrente da camisinha”, destacou o coordenador do Programa de IST/Aids, François Figueroa.

Em 2015, foram notificados no Estado de Pernambuco 1.220 mil casos de sífilis adquirida, 858 de sífilis em gestantes e diagnosticados 1.171 de sífilis congênita (transmitida para o bebê ainda na barriga da mãe). Os dados de 2016 ainda não foram divulgados, mas a expectativa de acordo com o Ministério da Saúde é que as notificações de sífilis em gestantes cheguem a quase 42 mil casos em todo o País, enquanto as infecções por sífilis congênita devem superar 22 mil casos entre menores de 1 ano.

A estimativa é que em Pernambuco a doença também tenha sofrido um aumento este ano. O coordenador do Programa de IST/Aids, François Figueroa, comentou que já tem se notado um crescimento dos casos no Estado. “O número de casos tem aumentado porque de fato tem crescido a transmissão, mas também porque o diagnóstico está sendo mais disseminado na rede. É importante tomar a consciência que a sífilis ainda é um problema de saúde pública e que precisamos unir esforços para o enfrentamento dessa infecção, por isso a necessidade de informar a população sobre o assunto e incentivar o uso da camisinha”, explicou. Em casos de contágio, qualquer Unidade Básica de Saúde pode oferecer o teste rápido da sífilis e encaminhar o paciente para o acesso ao exame de coleta que monitora o tratamento da sífilis. A doença tem cura e o tratamento é simples e está disponível gratuitamente pelo SUS. Tanto a gestante, quanto o parceiro precisam fazer o tratamento completo para evitar a transmissão para a criança. Depois de detectada a sífilis pode ser eliminada já na 3ª dose do tratamento.

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