Daniel irá para o PPS, desde que tenha o controle

Quem não seguir a orientação da cúpula será automaticamente excluído da legenda

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

O advogado Felipe Ferreira Lima, dirigente do PPS no Recife, considera autoritária a decisão do presidente Roberto Freire de cancelar o congresso estadual da legenda que estava marcado para o último sábado. O cancelamento se deu porque Freire negocia com o deputado Daniel Coelho sua filiação ao partido. Como as negociações não foram concluídas, o presidente nacional cancelou o congresso. Isso não é novidade no Brasil porque todos os presidentes de partido (à exceção do PT) procedem assim. Quem não seguir a orientação da cúpula será automaticamente excluído da legenda. Daniel Coelho aceita se filiar ao PPS para disputar a reeleição ou uma vaga de senador, desde que o controle do partido seja dele e haja alinhamento com as oposições. Hoje, o PPS tem como presidente estadual um militante pouco conhecido (Manoel Carlos) e faz parte da Frente Popular chefiada por Paulo Câmara. Esse mesmo filme foi visto em Pernambuco em 2010 quando o então presidente regional do PDT, José Queiroz, negou-se a levar o partido para o palanque de Armando Monteiro, que concorria ao Palácio das Princesas pelo PTB. O presidente nacional, Carlos Lupi, afastou Queiroz do comando regional e fez a aliança com o PTB “na marra”. É o ocorrerá também com o PPS, caso Daniel entre no partido. Se seus dirigentes não concordarem com a filiação, tratem logo de se acomodar em outra legenda.

Assistência às bases
André de Paula (PSD) foi ontem a Custódia participar do encerramento da Festa de São José. Lá ele tem o apoio do prefeito Manuca (PSD) e de vários vereadores. Desde o seu 1º mandato, André marca presença nos grandes eventos dos municípios nos quais é votado. Anteontem ele foi visto em Pão de Açúcar (distrito de Taquaritinga) com o ex-prefeito Jânio Arruda (PSD).

Novas alianças > Diogo Moraes (PSB) compensou no Agreste/Sertão a perda do apoio do prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Édson Vieira (PSDB). Está em Sertânia com o prefeito Ângelo Ferreira (PSB), em Ingazeira com o prefeito Lino Moraes (PSB), em Quixaba com o ex-prefeito Antônio Pezão (sem parentesco com o governador do RJ) e em Tacaimbó com o ex-prefeito Paulo Chaves.

Terceira versão > Paulo Câmara vai relançar pela 2ª vez o programa “Patrulha nos Bairros”, concebido no governo Roberto Magalhães e relançado no de Eduardo Campos. O policiamento será feito com motos para permitir que os policiais cheguem mais rápido aos locais das demandas.

A despedida > Mendonça Filho começou a despedir-se do Ministério da Educação, do qual se afastará em abril para disputar mandato eletivo. Domingo ele foi a Araripina autorizar o funcionamento de uma Faculdade de Medicina e ontem participou em Gravatá de um encontro do FNDE.

Voz grossa > Dos aliados de Paulo Câmara, o único que sentará à mesa de negociação falando grosso é Eduardo da Fonte (PP), que montou uma “chapinha” para a Câmara Federal e outra para a Assembleia Legislativa de fazer inveja à Frente Popular.

Contra a maré > Elias Gomes (PSDB), ex-prefeito do Cabo e de Jaboatão dos Guararapes, continua remando contra a maré. Insiste em que seu partido lance candidato próprio ao Governo do Estado a fim de “armar palanque” para Geraldo Alckmin, mas ninguém lhe dá ouvidos.

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