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Débora Dantas nega que fez exigências a Grupo Big após acidente

As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa, na tarde desta sexta (17).

Débora Dantas rebate informações do Grupo BigDébora Dantas rebate informações do Grupo Big - Foto: Arthur de Souza / Folha de Pernambuco

Após a rede de supermercados onde funcionava o kart em que Débora Dantas, 19 anos, sofreu um acidente e perdeu o couro cabeludo divulgar que ela apresentou uma lista de pedidos para a segunda etapa do tratamento, em 2020, a estudante e o advogado dela, Eduardo Barbosa, rebateram a informação. Eles afirmam que em nenhum momento a jovem fez exigências. Ela teria respondido informalmente a uma funcionária do departamento de Recursos Humanos do Grupo Big. As informações foram divulgadas em coletiva de imprensa, na tarde desta sexta-feira (17).

Na ocasião, a jovem ainda estava em São Paulo e desacompanhada de advogado. "Foi como um amigo que te diz, na mesa de um bar, ‘diz o que tu quer para retomar tua vida’. E eu, que não tinha advogado, nenhum acompanhamento, fiz uma lista. Ela disse para eu botar num papel e eu fiz", declarou a jovem. Como o caso não foi judicializado, o tratamento era viabilizado por meio do contato da jovem com a representante de recursos humanos do supermercado.

Depois que Débora perguntou sobre a possibilidade de continuar o tratamento nos Estados Unidos, a funcionária parou de responder às perguntas da jovem e a encaminhou ao jurídico do supermercado.

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“Eles me ofereceram o tratamento nos Estados Unidos no começo, mas eu não tinha passaporte. Por isso, preferi fazer em Ribeirão Preto, que seria o segundo melhor lugar para os procedimentos. Eu jamais brincaria com minha saúde”, falou a estudante.

Além de estar com o tratamento interrompido, desde dezembro Débora está sem tomar os medicamentos necessários que, segundo ela, custam R$ 500 por semana e eram disponibilizados pela rede de supermercados. "Eu fiquei abismada com toda essa situação. Estive internada por dois meses e não consigo achar valores para meu rosto, meu cabelo, minha saúde", disse.

"Curiosamente, depois que a imprensa divulgou que o grupo não mais prosseguiu com o tratamento e o Governo de Pernambuco saiu em defesa dela, vieram essas informações. Até semana passada não tinha nada, simplesmente a negativa em mandar ela tratar com o jurídico", disse o advogado Eduardo Barbosa, que é especialista em indenizações. Ele disse ainda que pretende judicializar o caso. “Vamos reunir os documentos, coisa que não se faz de um dia para o outro, para tentar a judicialização do caso. A vítima é Débora e não o supermercado”, declarou.

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