Débora Stefany passa por nova cirurgia para enxerto de pele

A jovem foi submetida ao procedimento na segunda-feira (30) no Hospital Especializado, em São Paulo

Débora ao lado do noivo Eduardo Tujaman Débora ao lado do noivo Eduardo Tujaman  - Foto: Arquivo Pessoal

A auxiliar de ensino infantil Débora Stefany, 19, que teve o couro cabeludo arrancado em um acidente em uma pista de kart, se recupera bem após uma nova cirurgia para enxerto de pele realizada na última segunda-feira (30). O procedimento durou cerca de quatro horas. Segundo postagem no Instagram da jovem, essa é a sétima cirurgia pela qual ela passa. 

De acordo com o boletim médico emitido pelo Hospital Especializado, a jovem segue estável. “Débora está em recuperação no quarto, com boa evolução clínica, e sem intercorrências”, declarou a unidade de saúde.

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Entenda o caso
Débora Stefany Dantas Oliveira corria de kart com o namorado em uma pista no estacionamento do Walmart, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife, no último dia 11, quando o cabelo soltou da touca e ficou preso no motor. A pele foi arrancada desde a altura dos olhos até a nuca. A jovem foi socorrida pelo namorado e levada ao Hospital da Restauração, região central da capital pernambucana, onde foi feito o reimplante do couro cabeludo.

Os médicos conseguiram recuperar e reimplantar 80% da área atingida. Contudo a equipe médica do Recife apontou o risco de o procedimento não funcionar devido ao aparecimento de obstruções nas veias e artérias da área operada. No domingo (18) seguinte ao acidente, Débora foi transferida para o Hospital Especializado, na cidade de Ribeirão Preto, em São Paulo.

Procurado, o grupo Big Bompreço, antigo Walmart Brasil, custeia toda a recuperação de Débora em São Paulo, inclusive a vinda do médico Marco Maricevich dos Estados Unidos e os dois acompanhantes da jovem. Segundo a assessoria de imprensa da rede de supermercados, tudo que for decidido pela família da jovem e pela a equipe médica será arcado pelo grupo.

Investigação
A pista onde Débora sofreu o acidente funcionava sem alvará e era administrada pela empresa Adrenalina Kart. O local foi interditado na segunda-feira (12), um dia após o acidente, em fiscalização feita pelo Procon-PE e Corpo de Bombeiros. O representante da Adrenalina Kart, o empresário Vanderlei Dreyer, pai do proprietário Fábio Dreyer, classificou o caso como uma "fatalidade".

A família registrou o caso em Boletim de Ocorrência e a Polícia Civil de Pernambuco abriu inquérito para investigar o acidente. Segundo o delegado Alfredo Jorge, responsável pelo caso, oito pessoas foram ouvidas até agora, mas a conclusão do inquérito deve demorar, pois depende dos resultados das perícias e do depoimento de Débora.

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