Decoração aliada a qualidade de vida com o cultivo de plantas em casa

Só é necessário um cantinho de sol, ou de sombra, para a mudança de visual e energia do espaço acontecer

Celerino Carriconde cuidando de uma hortelã graúdaCelerino Carriconde cuidando de uma hortelã graúda - Foto: Rafael Furtado / Folha de Pernambuco

O cultivo de plantas é uma atividade que voltou a ser incluída na decoração, na arquitetura e na promoção do bem-estar cotidiano. Uma prática que pode ser realizada independentemente do tamanho do imóvel, seja ele casa ou apartamento. Só é necessário um cantinho de sol, ou de sombra, para a mudança de visual e energia do espaço acontecer.

Na década de 1940, o visual arquitetônico misturado com plantas se tornou tendência utilizada pelo famoso arquiteto paisagista Roberto Burle Marx, que acreditava no poder transformador das plantas na construção de um cenário. O gosto pelo “vintage”, que fez voltar os discos em vinil, também fez crescer a ambientação dentro das residências, que retomam a inspiração paisagística e energética de outrora.

Influenciada por um momento de aproximação com a arte, Mary Liu, empreendedora do ramo de TI, deu início ao cultivo das plantas há mais ou menos quatro anos. “O verde muda o ambiente da casa, muda a energia. Além do que sabemos sobre a qualidade do ar, é uma mudança no visual de quando você chega em casa e precisa se sentir bem”, contou. Buscar a história de cada plantinha, procurar alguma curiosidade, é uma das atividades preferidas de Mary. Como dica, para quem pretende começar a cuidar de plantas dentro do apartamento ou de casa, ela salienta que no começo não é tão fácil. “Para iniciar a fazer mudinhas, precisamos lembrar que cada pedacinho da planta é algo vivo e a maioria delas você consegue colocar na água algum galho, esperar criar raiz e aí plantar na areia, faço as minhas assim”, confessou. “Outra dica é não usar qualquer terra, a gente pode usar uma terra preparada, das que vendem nas sementeiras mesmo, ou aprender a fazer uma terra fertilizante”, concluiu.


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Numa bicicleta toda equipada para transportar mais de 30 mudas, a venda das plantas de Silvestre do Campo começa cedo. Saindo de casa às 6h da manhã, o vendedor e cuidador começa a jornada de passar por pontos da Zona norte, Oeste e Centro do Recife. Ele notou a necessidade do mercado de venda de plantas nesses pontos da cidade por causa da parcela da população que mora em apartamentos. “Descobri que o pessoal sempre quer uma plantinha, mas não consegue cultivar. Por isso eu ensino as pessoas a cuidar das suas plantas”, explicou. “Área de sol, de sombra, ensino a cortar e transplantar, o cliente paga só a planta, a consultoria é de graça”, contou o vendedor. Atualmente, Silvestre vende mais hortaliças. “O pessoal tá percebendo que é mais fácil plantar em casa e cortar só o que precisa pra comer, pra temperar, naquele momento, do que comprar os maços de hortelã, de coentro, e acabar estragando”, explicou.

Celerino Carriconde, médico naturalista, indica que além de aproveitar o bem-estar de se cultivar plantas decorativas em casa, é possível também cultivar plantas que sirvam também para promoção da saúde. “Se você pode ter plantas dentro de casa e essas plantas podem ter algum poder de cura, qual motivo de não ter?”, indagou o médico. Para ele, a influência energética que o cultivo de hortaliças que funcionam também como remédio evitam a dependência de farmacos, tão comum na sociedade atual. O médico indicou 5 plantas medicinais principais para se ter em casa: Atipim, para dor; 7 dores, para gastrite; aluman, para ressaca; hortelã graúda, para dor de ouvido; e capim santo, para dor de barriga e pressão alta.

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