Seg, 09 de Fevereiro

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GAZA

Ataques israelenses em Gaza deixam ao menos 21 mortos

A violência na Faixa de Gaza continua apesar do cessar-fogo, em vigor desde 10 de outubro

Defesa Civil de Gaza afirma que ataques israelenses mataram 17 pessoasDefesa Civil de Gaza afirma que ataques israelenses mataram 17 pessoas - Foto: Omar Al-Qattaa / AFP

Pelo menos 21 pessoas morreram nesta quarta-feira (4) em bombardeios aéreos e ataques de artilharia das forças de Israel na Faixa de Gaza, incluindo crianças e mulheres, indicaram as autoridades de saúde do território, vinculadas ao movimento islamista palestino Hamas.

Um balanço anterior registrava 17 mortos. O Exército israelense afirmou que efetuou os ataques em resposta a disparos contra seus soldados, que deixaram um militar ferido.

Embora a trégua negociada pelos Estados Unidos tenha entrado na segunda fase em janeiro, a violência prossegue na Faixa de Gaza, onde Israel e Hamas trocam acusações sobre violações do acordo.

As mortes desta quarta-feira aconteceram poucos dias após Israel reabrir, de forma muito limitada, a passagem fronteiriça de Rafah entre Gaza e o Egito, a única saída para os habitantes de Gaza sem a necessidade de entrar em Israel.

O Ministério da Saúde, que opera sob a autoridade do Hamas, anunciou a morte de 21 pessoas e pelo menos 38 feridos, atualizando o balanço anterior da Defesa Civil do território. 

Entre os mortos havia três crianças, informou a agência, que atua em operações de resgate sob a autoridade do Hamas.

"Estávamos dormindo quando, de repente, começaram a chover projéteis e tiros", relatou Abu Mohamed Habush, cujo filho morreu.

"Crianças pequenas foram martirizadas; meu filho e meu sobrinho estão entre os mortos. Perdemos muitos jovens", acrescentou, indicando que ele e a sua família viviam longe da chamada Linha Amarela, onde estão posicionadas as forças israelenses.

O Exército israelense afirmou que efetuou "ataques de precisão" depois que "terroristas abriram fogo contra nossos soldados", ataque que deixou um militar ferido, o que foi considerado uma violação da trégua.

 

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