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Déficit na previdência fora da agenda dos candidatos

O déficit da previdência estadual em 2017 foi bem superior ao que Pernambuco investiu

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Paulo Câmara e Armando Monteiro confrontaram-se ontem na Rádio Jornal e expuseram os seus pontos de vista sobre os principais problemas de Pernambuco. Cada um explicou o que propõe para as áreas de educação, saúde, segurança pública, infraestrutura, criação de empregos, etc. Mas ficou fora do debate o maior problema do Estado, na atualidade, que é o déficit previdenciário. Segundo cálculos do professor e ex-secretário da Fazenda, Jorge Jatobá, o déficit em 2017 foi de R$ 2,3 bilhões, uma vez e meia do que o Estado destinou para investimentos naquele exercício. Esses recursos saíram do tesouro para pagar a folha dos aposentados e pensionistas. E como a despesa cresce mais rápido do que a receita, esse déficit é equivalente a uma bomba relógio de efeito retardado. Não se sabe o que pensa o governador para enfrentar essa questão, caso consiga renovar o seu mandato, nem tampouco o senador que está disputando o governo pela segunda vez. Sabe-se que o problema é gravíssimo e que tem de ser enfrentado com urgência, sob pena de Pernambuco nivelar-se aos Estados do Rio de Janeiro, Minas e Rio Grande do Sul, que não conseguem sequer pagar a folha do seu pessoal.

O efeito do “lulismo” em Pernambuco
O comando da campanha da Frente Popular reuniu anteontem no Recife todos os seus coordenadores regionais para ouvirem uma explanação sobre a situação de Paulo Câmara. Avalia-se que o governador pode vencer a eleição no primeiro turno, empurrado pela força do “lulismo”, que é absoluto no interior e começa a “contaminar” também a capital.

Linha auxiliar > Maurício Rands (PROS) desfez ontem a impressão de que seria “linha auxiliar” de Paulo Câmara ao questioná-lo sobre a promessa não cumprida de construir 4 novos hospitais em Pernambuco. O governador desconversou e não respondeu ao questionamento.

A imagem > O TRE decide hoje se a Frente Popular pode ou não fazer uso da imagem de Miguel Arraes na campanha deste ano. A proibição foi solicitada por Antonio Campos, neto do ex-governador, alegando que a imagem dele pertence ao Instituto que tem o seu nome.

O futuro > O prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), que coordenava a campanha de Marília Arraes (PT) para o Palácio das Princesas, ainda está sem candidato a governador. Ele está entre Armando Monteiro (PTB) e Júlio Lossio (Rede), mas ainda não se posicionou.

Saia justa > O ex-presidente Lula está numa saia justa em Pernambuco na eleição para senador. Não se sabe se deve pedir votos para Humberto Costa, seu companheiro de PT, ou para o deputado Sílvio Costa, de quem se tornou amigo no processo de impeachment de Dilma.

Abre alas >Na lista dos 29 prefeitos da Frente Popular que apóiam Mendonça Filho (DEM) para senador estão Evandro Valadares (PSB), de São José do Egito; Débora Almeida (PSB), de São Bento do Una; Professor Lupércio (SD), de Olinda, e Osvaldo Rabelo (MDB), de Goiana.

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