Delação premiada pode mudar os rumos de 2018

O ex-presidente da Copergás, Aldo Guedes, seria um dos alvos da delação do suposto dono do jatinho

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Apontado pela Polícia Federal como o dono do jatinho que se acidentou em agosto de 2014, no litoral santista, matando o ex-governador Eduardo Campos e mais sete pessoas, o empresário pernambucano João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho teria feito delação ao Ministério Público Federal em troca de redução de pena a que fatalmente será condenado. Caso isso seja verdade e a delação seja homologada pela Justiça, estará se criando em Pernambuco um fato político que poderá ter desdobramentos na sucessão de 2018. Aliás, é com este suposto fato que as oposições estão contando para tentar impedir a reeleição do governador Paulo Câmara. Conforme o deputado Sílvio Costa, da tropa de choque do senador Armando Monteiro, é “impossível” o PSB sair incólume desse episódio, já que um dos principais alvos de João Carlos Pessoa de Melo seria o ex-presidente da Copergás, Aldo Guedes, que era pessoa de confiança do partido.

A quebra do sigilo no PT
De acordo com o Código de Ética do PT, os processos de natureza ético-disciplinar que são instaurados para apurar desvio de conduta dos seus filiados deverão tramitar sob sigilo. Mas no caso de Olinda, onde 18 foram abertos contra militantes que não apoiaram Teresa Leitão para prefeita, e sim Luciana Santos (PCdoB), foi o ex-vereador Marcelo Santa Cruz quem deu publicidade ao assunto após ser notificado.

Agressão > O ex-vereador João Arraes não é mais assessor especial da Câmara do Recife. Militante histórico do PSB, poderia ter sido avisado da demissão pelo secretário de governo da Prefeitura do Recife, Sileno Guedes, mas nem essa homenagem lhe tributaram. Foi uma agressão injusta e desnecessária.

Desnível > O deputado Rodrigo Novaes (PSD) ainda está surpreso com a eleição de Floresta, sua terra. Seu candidato a prefeito, Obadias Novaes, obteve apenas 8 mil votos e sua chapa de vereadores 12 mil.

Ausência > Embora convidado, o governador Paulo Câmara não irá hoje a Fortaleza para o ato promovido pelo MST em defesa da reforma agrária. O do Ceará, Camilo Santana (PT), também não irá.

Expediente > Desde que tomou posse como prefeito do Cabo, em 1º de janeiro deste ano, Lula Cabral (PSB) trabalha, em média, 12 horas/dia. Chega à prefeitura geralmente às 7h e nunca sai antes das 21h.

Abalo > Romperam-se, de novo, as relações políticas entre o ex-governador João Lyra Neto (PSDB) e o ex-prefeito de Caruaru, José Queiroz (PDT), por conta do relatório de transição elaborado pela assessoria da nova prefeita, Raquel Lyra, dizendo ter herdado do antecessor um “rombo” de R$ 139 milhões.

Silêncio > A nova prefeita de Surubim, Ana Célia Farias (PSB), está concluindo o relatório de transição a ser enviado, para conhecimento, à Câmara Municipal e aos órgãos de controle. Ela não quer fazer “escândalo” com o que encontrou até agora, mas só bolsas-família falsas foram detectadas 1.300.

Ministro > Já que entidades classistas de vários estados resolveram apresentar sugestões ao presidente Michel Temer para a vaga de Teori Zavascki no STF, estudantes e professores da UFPE estão propondo o nome do professor Marcos Nóbrega, também conselheiro substituto do TCE. Alegam que há 80 anos Pernambuco não tem um representante na Suprema Corte e que Nóbrega possui conduta ilibada e notável saber jurídico para ocupar o cargo.

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