Denúncia de estupro no Sítio Trindade feita por adolescentes era falsa, diz Polícia

De acordo com a delegada titular da Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), Thais Galba, os depoimentos das supostas vítimas não batiam

Denúncia de estupro em Casa Amarela era falsaDenúncia de estupro em Casa Amarela era falsa - Foto: Gabriela Castello Buarque/Folha de Pernambuco

Após investigações, a Polícia Civil concluiu que as denúncias feitas pelas duas adolescentes, que teriam sido vítimas de violência sexual após sair da escola, próxima ao Sítio Trindade, em casa Amarela, no último dia 19 de setembro, eram falsas. E, portanto, não houve crime sexual. As meninas responderão ao ato infracional equiparado a denunciação caluniosa, com pena de até três anos de internação.

De acordo com a delegada titular da Departamento de Polícia da Criança e do Adolescente (DPCA), Thais Galba, os depoimentos das supostas vítimas não batiam. “Não tinha uma congruência, eram extremamente destoados. Da forma como ocorreu, no emprego da faca, da quantidade de rapazes, uma disse que foram nove, a outra que foram seis”, disse.

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Ao perceber a incompatibilidade nas versões a delegada levou as duas menores, separadamente, ao local onde supostamente o crime teria acontecido. Lá, novas contradições nos depoimentos surgiram. “Uma disse que foram abordadas já dentro do Sítio, a outra diz que foi em uma rua paralela à escola, mas, neste horário, não é possível ninguém perceber esta quantidade de rapazes, conduzindo duas meninas”, afirmou Thais.

Ainda segundo a delegada, as meninas conheceram os rapazes naquele dia mais cedo, trocaram telefones e de dirigiram à uma área mais reservada. Lá, todos os atos foram consentidos, mas, quando os homens, que já eram adultos, tentaram ter algo a mais, elas disseram não e, pacificamente, eles pararam e foram embora. “Como tudo foi consentido, eles não responderão por quaisquer ato criminal”, ressaltou Galba.

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