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Depoimento de Gleide Ângelo é marcado por comoção

Investigadora chorou em alguns momentos da oitiva e se revoltou ao relembrar a cena do crime e a forma como o corpo de Maria Alice foi encontrado

Delegada Gleide Ângelo deixa a Câmara Municipal de ItapissumaDelegada Gleide Ângelo deixa a Câmara Municipal de Itapissuma - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Sob forte emoção, a delegada Gleide Ângelo foi a primeira testemunha a ser ouvida pela juíza Fernanda Vieira Medeiros, nesta terça-feira (22), na Câmara Municipal de Itapissuma, na Região Metropolitana do Recife. No local, acontece o júri popular do mestre de obras Gildo da Silva Xavier, de 36 anos, acusado de matar brutalmente a enteada Maria Alice Seabra, na época com 19 anos.

A investigadora chorou em alguns momentos da oitiva e se revoltou ao relembrar a cena do crime e a forma como o corpo da jovem foi encontrado. "Encontramos o corpo dela faltando um pedaço braço, sutiã rasgado, sem calcinha e seios à mostra", disparou. Gleide. Amparada, ela deixou a Câmara Municipal de Itapissuma por volta das 10h30. "Não é fácil. É você reviver toda aquela história. Mas a gente está aqui pra isso: buscando a verdade e a justiça”, comentou a delegada.

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Gleide classificou Gildo como um homem mau e cruel. "Ele é perverso e destruiu a vida de muita gente, inclusive da moça de 19 anos, para satisfazer um desejo sexual. Por conta disso, ele foi até o fim e matou. Não só matou. Matou com requintes de crueldade: espancando, quebrando os dentes, torando o braço, da pior forma que um ser humano pode agir", comentou a investigadora. 

Antes de ir embora, a delegada encontrou a mãe de Maria Alice, Maria José de Arruda, e deu um forte abraço. "Vamos dar um ponto final nessa história trágica hoje. Não posso trazer Alice de volta, mas podemos lugar pela justiça e hoje é o dia da justiça", finalizou. Se condenado, Gildo poderá pegar uma pena de até 48 anos.

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