Desafio das oposições é capitalizar desgaste do governo

Imagem do governador perante os pernambucanos é mais positiva que a imagem do governo

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

A frente de oposição comandada pelo PTB marcou finalmente para o próximo dia 28 a apresentação de sua chapa com os nomes dos candidatos a governador e vice, e às duas vagas no Senado. Não haverá surpresa neste anúncio, que inicialmente estava marcado para o dia 20 de abril. O senador Armando Monteiro vai encabeçar a chapa com um vice indicado pelo PSDB, cabendo ao Partido Democratas indicar um dos candidatos a senador que deverá ser o deputado federal e ex-ministro da Educação Mendonça Filho. A segunda vaga poderá ficar com o deputado Sílvio Costa, que se autoproclama “o senador de Lula” (a briga poderá ser feia com o petista Humberto Costa) ou com o deputado estadual André Ferreira, que preside o PSC no Estado e é irmão do prefeito de Jaboatão dos Guararapes Anderson Ferreira. Pelas pesquisas mais recentes, o governador tem uma boa imagem perante o povo pernambucano, que o vê como um político probo, sereno, conciliador, que não costuma falar mal de ninguém, sequer dos seus adversários. Já para a maioria dos pernambucanos a imagem do governo não é tão positiva assim devido aos problemas persistentes nas áreas de saúde, segurança pública e infraestrutura. O desafio do senador Armando Monteiro será, portanto, transformar esse desgaste em votos, sabendo-se que a campanha eletrônica deste ano terá apenas 45 dias de duração.

Senador solteiro
O empresário pernambucano Antônio Souza filiou-se à Rede de Marina para disputar mandato de senador e já teria o apoio de vários partidos, entre eles PMN, PPL, PTC e PRP. No entanto, na história política de Pernambuco, nunca um político se elegeu para o Senado desvinculado de uma chapa majoritária com candidato a governador. Se conseguir, terá quebrado uma tradição.

O cansaço > O discurso de Bolsonaro (PSL) de que porá fim à bandidagem no país se por acaso for eleito presidente, começa a dar sinais de cansaço. Ora, perguntam muitos que pretendiam votar nele, se o Exército não conseguiu resolver o problema da insegurança no RJ, como Bolsonaro conseguiria?

Menos risco > Bruno Araújo (PSDB) nunca manifestou, nem como ministro das Cidades, o menor interesse pela disputar um cargo majoritário em Pernambuco nas próximas eleições. Sua cabeça sempre esteve voltada para a Câmara Federal e por isso ele será candidatar à reeleição.

É verdade > Guilherme Boulos, pré-candidato do PSOL à sucessão de Temer, disse ontem no Recife uma verdade incontestável: que Lula em seus dois mandatos, nunca se interessou para fazer pelo menos três reformas de que o Brasil tanto precisa: política, tributária a previdenciária.

Ativo democrático > O ministro Raul Jungmann (Segurança) continua recendo críticas de vários setores por ter dito que nossas Forças Armadas são um “ativo democrático” que o país tem, embora se neguem a dar esclarecimentos sobre fatos que ocorreram nos anos 70, entre eles o desaparecimento do estudante pernambucano Fernando Santa Cruz.

Fim do foro >
O STJ começou a discutir ontem a extensão do fim do “foro privilegiado” para governadores, desembargadores e conselheiros dos TCs, que hoje só podem ser processados por aquele Corte. Imagine o governador Paulo Câmara ou o desembargador Frederico Neves, por exemplo, sendo processados e julgados por um juiz de primeira instância. Não tem cabimento.

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