Desfaçatez dos árbitros reflete o Brasil atual

Neste domingo, em plena arena palmeirense, vimos o árbitro “engolir” um pênalti em favor do Sport

José Neves CabralJosé Neves Cabral - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco

A ética passa longe da vida brasileira há tempos. Vivemos dias de impeachment, de presidentes que nada explicam, que não sabem das roubalheiras, de presidentes golpistas, e de picaretas mil na política. Gente que transforma o Estado em sua própria casa, que se apropria do dinheiro do contribuinte. Gente que faz do País a república da extorsão do dinheiro de seus cidadãos. Criam-se taxas e multas para tudo, mas ninguém assume a responsabilidade pelos erros e assaltos aos cofres públicos. E nem o Estado cumpre seu papel de proteger e prover o cidadão

E esse segmento tão apaixonante do Brasil, o futebol, naturalmente não iria escapar da podridão. Neste domingo, em plena arena palmeirense, vimos o árbitro “engolir” um pênalti em favor do Sport. E para azar do já prejudicado Leão, a continuação da jogada terminou com o primeiro gol do time anfitrião. O que seria um simples lance em que os pernambucanos foram prejudicados transformou-se num mal maior, pois foi decisivo no resultado do jogo. O Sport sofreu a derrota (2x1) e viu o Palmeiras distanciar-se na liderança do Brasileiro.

Por sorte do Leão, o Vitória perdeu para o Fluminense, o que impediu os pernambucanos de amanhecerem na zona de rebaixamento nesta segunda-feira. No final do jogo, os meias Diego Souza e Rithely, enfurecidos, acusaram o golpe. “Lá na Ilha, basta uma bola bater no braço de um de nossos jogadores, mesmo que esteja com o braço colado ao corpo, que os juízes marcam pênalti. Aqui é diferente”, esbravejou Rithely.

A queixa procede. Mais uma vez nos últimos dois Brasileiros o time pernambucano sofreu com penalidades duvidosas, dentro e fora da Ilha do Retiro. É estranho que os árbitros errem bem mais contra os times do bloco intermediário, principalmente os do Nordeste, do que contra os “grandes” sulistas, embora, diga-se de passagem, a incompetência ataque em qualquer lugar, como no clássico Flamengo 2x2 Corinthians, também nesta rodada.

Sem traumas, alvirrubros

Após seis rodadas vitoriosas, o Náutico caiu diante da Luverdense e desceu para a quinta posição na Série B. A derrota, no campo inimigo, não chega a ser um desastre. Faltam ainda seis jogos para o encerramento da competição e o time alvirrubro tem grandes chances de garantir seu lugar no G4. A série de vitórias consecutivas trouxe confiança aos jogadores e eu acredito que a equipe retomará o embalo já contra o Atlético de Goiás na próxima sexta-feira (28).

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