"Desovando corpo": vídeo de instrutor preso após morte de jovem em ponte simula descarte de cadáver
Na gravação, de 2022, um saco preto é jogado da Ponte do Esqueleto, simulando o descarte de um cadáver
Um vídeo antigo publicado por um dos três homens presos pela morte da jovem de 21 anos jogada sem corda de uma ponte durante salto de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, repercute nas redes sociais.
Na gravação, compartilhada em 2022 pelo instrutor Luis Felipe Feliciano Egoroff, três pessoas aparecem lançando um saco preto da Ponte do Esqueleto, simulando o descarte de um cadáver.
Luis Felipe se identifica no perfil como "líder" da Entre Cordas, empresa que operava os saltos na Ponte do Esqueleto.
O vídeo é acompanhado do título “Desovando corpo” e mostra quando uma pessoa enrolada em um saco preto preso a uma corda é arremessada do mesmo local onde Maria Eduarda perdeu a vida no último sábado (13), ao ser lançada sem o equipamento de segurança.
Apesar de antigo, o conteúdo passou a ser alvo de críticas nas redes sociais. Internautas classificaram a publicação como "inadequada" e de "mau gosto".
Veja vídeo abaixo (Aviso: conteúdo sensível)
"Difícil saber quem é mais imbecil aí, quem filma, quem joga ou quem topa ser jogado", escreveu um usuário do Instagram.
"Que falta de responsabilidade!", destacou outra. "Isso mostra o descaso e o desrespeito com o esporte", diz um comentário.
Além das críticas, os usuários passaram a marcar órgãos como a Polícia Civil de São Paulo e o Ministério Público de São Paulo, pedindo apuração dos fatos.
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Relembre o caso
Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu na manhã do último sábado (13) durante a prática de rope jump na Ponte do Esqueleto, em Limeira, no interior de São Paulo.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que a jovem é arremessada de uma altura de aproximadamente 40 metros sem estar conectada à corda de segurança.
Os funcionários que aparecem no vídeo usam camisetas identificadas com os nomes "Entre Cordas" e "Ih Voei".
Seis homens foram encaminhados à delegacia e prestaram esclarecimentos, três deles tiveram a prisão preventiva decretada: os instrutores Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, Vitor de Freitas Gonçalves, de 27 anos, e Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos.
Os três são investigados por homicídio com dolo eventual, quando não há intenção de matar, mas se assume o risco.
A prefeitura de Limeira afirmou que a fiscalização, a manutenção e o controle de acesso à Ponte do Esqueleto são atribuições exclusivas da União. Afirmou, ainda, que irá adotar medidas judiciais por suposta omissão dos órgãos federais responsáveis pela área.
A gestão municipal alega que vinha cobrando ações dos órgãos competentes desde o início de 2025. Agora, o governo federal avalia o bloqueio e a demolição da estrutura.
A ponte fica no ramal ferroviário da antiga Rede Ferroviária Federal que nunca foi ativado, entre os municípios de Limeira e Cordeirópolis, na região central do estado.

