Destino da “Fairplay” poderá ser o mesmo da “Turbulência”

A denúncia do Ministério Público Federal contra políticos do PSB-PE é tão frágil quanto à da Operação Turbulência

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

A menos que surja um fato novo, como, por exemplo, a confissão do ex-diretor da Odebrecht, Antonio Pacífico Ferreira, responsável pela construção da Arena Pernambuco, incriminando o PSB estadual, o destino do inquérito da “Operação Fairplay” deverá ser o mesmo da “Operação Turbulência”: o arquivo. Esta última, como se lembra, levou o Ministério Público a denunciar à Justiça 18 pessoas por suposto envolvimento num esquema de lavagem de dinheiro e compra do avião que se acidentou com Eduardo Campos. Mas a denúncia foi tão mal feita que a 6ª Turma do TRF da 5ª região decidiu arquivá-la. A da “Operação Fairplay” é mais frágil ainda, pois diz ter havido superfaturamento de 44 milhões na construção da Arena, mas não aponta quais foram os beneficiários. Se as acusações, portanto, forem apenas as que constam na denúncia de Janot ao STF, Paulo Câmara, Fernando Bezerra Coelho e Tadeu Alencar podem dormir tranquilos.

Acordo inexequível
Ávidos por recursos da União para fechar suas contas e pagar o 13º salário dos seus servidores, governadores que estiveram com o ministro Meirelles na última terça-feira, entre os quais Paulo Câmara, assumiram o compromisso de não dar reajuste salarial nem fazer novos concursos, nos próximos dois anos, em troca dos recursos das multas da repatriação. Mas, e se a realidade se sobrepuser a este acordo?

Reação > Meirelles exige também dos governos estadual um duríssimo ajuste fiscal, caso queiram ser ajudados pela União. Convém lembrar que os governadores Ivo Sartori (RS) e Pezão (RJ) propuseram às Assembleias Legislativas dos seus estados medidas duras, mas os deputados se recusam a aprová-las.

Sigilo > Não há registro na história recente do país de um ministro que tenha tomado posse numa solenidade fechada e sem a presença da imprensa. A de Roberto Freire (Cultura), ontem, foi assim.

Trânsito > Roberto Freire não tem com a classe artística o mesmo trânsito que tinha o seu antecessor, Marcelo Calero. Mas há vários atores da TV Globo que têm simpatia explícita pelo PPS.

Greve > A CUT anuncia para amanhã uma greve geral contra as reformas previdenciária, trabalhista e o do ensino médio do governo Michel Temer. Mas propõe o quê para tirar o país da crise?

Ousadia > A explosão, na madrugada de ontem, de dois caixas eletrônicos na área interna do Centro de Convenções, dá a exata dimensão da ousadia dos bandidos que escolheram Pernambuco para “fazer morada”. O setor de inteligência da Polícia Civil até que esforça para pegá-los, mas não consegue.

Lucro > Que o Banco do Brasil enxugue gastos, para competir em igualdade de condições com os bancos privados, é aceitável. Mas como se trata de um “banco público” não pode ter a mesma lógica do “lucro” dos seus concorrentes. Estar presente em algumas cidades, mesmo no prejuízo, é uma função social.

Museu > O deputado Ricardo Teobaldo (PTN) registrou na Câmara Federal a inauguração, sábado, em Afogados da Ingazeira, de um museu idealizado pelo médico, ex-prefeito de Tabira e ex-deputado estadual Édson Moura. Na ocasião, o médico lançou dois livros autobiográficos, “fruto do talento literário que herdou do pai, Severino Moura, natural de Cortês, que escreveu nove, associado à inspiração que recebeu dos poetas do Pajeú”, disse Teobaldo.

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