Destino de França pode ser o mesmo de Goldman

Os tucanos de São Paulo não pretendem abrir mão de lançar candidato próprio a governador em 2018 em favor do PSB

Urna eletrônicaUrna eletrônica - Foto: TSE

É muito provável que o governador Geraldo Alckmin afaste-se do governo de São Paulo em abril de 2018 para ser o candidato do PSDB à Presidência da República. Nesta hipótese, o vice-governador Márcio França (PSB) concluirá o mandato dele. Porém, diferentemente do que acham o governador Paulo Câmara e outros próceres do PSB pernambucano, é pouco provável que França tenha o apoio do PSDB paulista para concorrer à reeleição. Ou seja, deverá assumir o governo nas mesmas condições que Alberto Goldman assumiu em 2010 quando o governador José Serra se desincompatibilizou para ser candidato a presidente: sem direito à reeleição. O PSB acredita que Alckmin tem interesse numa aliança com o partido visando à sucessão de Michel Temer. Esse interesse é absolutamente real. Mas sendo São Paulo um estado tucano, o PDSB não vai entregar seu principal pólo de poder (Palácio dos Bandeirantes) a um aliado.

Os tucanos de São Paulo não pretendem abrir mão de lançar candidato próprio a governador em 2018 em favor do PSB

Reaproximação com os “Gomes”
O advogado Antonio Campos vai almoçar sábado em Fortaleza com os irmãos Ciro e Cid Gomes (PDT). A dupla pertencia PSB, mas se desligou em 2014 para não apoiar a candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República. Inicialmente abrigou-se no PROS, mas em outubro de 2015 filiou-se ao PDT, que já pôs a legenda à disposição de Ciro para concorrer à sucessão de Temer.

Reforma > Quando voltar das férias, em Portugal, o governador Paulo Câmara iniciará contatos visando à reforma do seu secretariado. As mudanças serão pontuais. Mas pelo menos dois prefeitos do PSB e um ex estão cotados para fazer parte da equipe, não necessariamente no 1º escalão.
Inchação > O prefeito Geraldo Júlio também fará mudanças na equipe a fim de ajustá-la aos “novos tempos”. Sua prioridade é o enxugamento da máquina, que “inchou” muito nos últimos dois anos.
Só seis > O deputado e prefeito eleito de Sertânia, Ângelo Ferreira (PSB), confessou a amigos estar ciente de que encontrará a “casa desarrumada”, mas precisa de apenas 6 meses para pô-la em ordem.
Mandato > José Augusto Maia (PTB), ex-prefeito de Santa Cruz do Capibaribe e ex-deputado federal, será candidato a estadual em 2018 para fazer contraponto na região ao deputado Diogo Moraes (PSB).

Licença > O prefeito reeleito de Afogados da Ingazeira, José Patriota (PSB), licenciou-se da presidência da Amupe em agosto e ainda não voltou. Permanece à frente da entidade o prefeito de Ingazeira, Luciano Torres (PSB), irmão do prefeito eleito de Iguaracy, José (“Zeinha”) Torres Filho (PSB).
Inversão > O deputado Sílvio Costa é um crítico da Medida Provisória do Ensino Médio por achar que as mudanças no sistema educacional deveriam começar pelo ensino básico para evitar que alunos cheguem à fase posterior sem saber ler e escrever direito. É a opinião do “professor” e não do “político”.
Privilégio? > Há um debate fofo no Brasil sobre o chamado “foro privilegiado”, ou seja, a prerrogativa que têm certas autoridades de serem julgadas por Tribunais de Justiça (prefeitos), STJ (governadores) e STF (presidente da República, deputados e senadores). Esquecem também de dizer que “foro privilegiado” é uma faca de dois gumes, pelo menos para deputado federais e senadores. Que, se condenados pelo STF, não têm mais a quem recorrer.

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