Diego é bem mais do que um pênalti perdido

Diego, cabisbaixo, parecia não acreditar. Seu primeiro pênalti perdido com a camisa do Sport.

Silvio Costa Filho (PRB) durante visita ao projeto de navegabilidade do CapibaribeSilvio Costa Filho (PRB) durante visita ao projeto de navegabilidade do Capibaribe - Foto: Divulgação

O drama de perder um pênalti num jogo decisivo já abateu muitos craques. E, eles, os craques, são as grandes vítimas desse infortúnio. Diego Souza correu para a bola, parou, voltou e seguiu para a frente até o arremate certeiro no meio do gol de Rafael. A bola atingiu a parte inferior do travessão, caiu quase em cima da linha e, para desespero do rubro-negro, não entrou.

A torcida, atônita, ficou em silêncio. Diego, cabisbaixo, parecia não acreditar. Seu primeiro pênalti perdido com a camisa do Sport. Mas ele não está sozinho nesse drama. Infração mais "vantajosa" de um jogo de futebol, a penalidade dá ao atleta a oportunidade de realizar o que seu time procura o tempo inteiro: uma oportunidade para finalizar a jogada frente a frente com o goleiro, sem adversários para incomodar.

Para o cobrador, fazer o gol é apenas obrigação, tamanha a vantagem que leva. Para o goleiro, sofrer o tento significa pouco, pois é quase impossível a defesa se o batedor cobrar com velocidade e precisão. Não dá tempo para o salto e a defesa. Essa chance só é dada ao arqueiro se a penalidade for mal cobrada.

No caso de Diego Souza nem podemos dizer que a bola foi mal cobrada. Ele finalizou com força, na parte superior da baliza. O goleiro estava batido, mas, caprichosamente, a bola chocou-se com o travessão. Tivesse entrado e ele seria hoje artilheiro isolado da Série A do Brasileiro, com 14 gols. Ao perder a chance, ele não avançou na artilharia e ainda deixou o Sport na zona perigosa da classificação, rondando o grupo dos rebaixáveis.

Outros craques passaram pelo drama. Talvez, o mais famoso seja o italiano Roberto Baggio que perdeu, contra o Brasil, na decisão da Copa de 1994, uma dessas cobranças, chutando a bola bem acima do arco. Zico, também numa Copa, em 1986, contra a França, também foi "batizado" pela má sorte.

Se marcasse aquele gol, Diego Souza poderia ter modificado a história da partida. Mas, cá pra nós, o que deve dizer a Diego Souza o técnico Daniel Paulista?

Simples: "Bola pra frente, rapaz".

O crédito do ídolo com a torcida do Sport é grande. Basta um pequeno esforço para recordar a quantidade de gols decisivos que ele já marcou pelo Sport. Sem o seu camisa 87 talvez o time estivesse hoje, justamente, na zona de rebaixamento.

Para o Sport, Diego Souza representa bem mais do que um pênalti perdido.

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