Dilma pode ser o fato novo de 2018

Se o governo Michel Temer fracassar, Dilma poderá dar a volta por cima e se candidatar de novo em 2018

Bugigangue no EspaçoBugigangue no Espaço - Foto: Divulgação

Quem assistiu anteontem pela TV à melancólica despedida de Dilma Rousseff do Palácio da Alvorada, onde residiu nos últimos 5 anos e 8 meses, pode estar imaginando que aquela mulher inafetiva e autoritária, que não verteu uma lágrima sequer em todo o processo de impeachment, nunca mais será nada no Brasil. É uma possibilidade. Mas não nos esqueçamos nunca de que Getúlio foi deposto em 1945, após a queda do Estado Novo em que governou o Brasil como ditador, e voltou nos “braços do povo” cinco anos depois. É claro que Dilma não é Getúlio e a última coisa que tem em comum com o ex-presidente é ter escolhido o Rio Grande do Sul para morar (ela é mineira de Belo Horizonte). No entanto, como não houve “panelaço” na saída dela e o Senado, até prova em contrário, preservou seus direitos políticos, se o governo Temer fracassar, hipótese que não está descartada, Dilma poderá dar a volta por cima e voltar em 2018.

Monitoramento de campanhas

O PSB realiza pesquisas com regularidade para avaliar o desempenho dos seus candidatos nas principais cidades de Pernambuco. O quadro é preocupante em Carpina, Jaboatão, Moreno, Caruaru, Gravatá e Araripina. Mas animador em Paulista e São Lourenço. Nesta última, o prefeito Gino Albanez saiu da desvantagem em que se encontrava em relação a Bruno Pereira (PTB) e embalou de vez. O partido comemorou.

Ajuda > O ministro Bruno Araújo garantiu que o PSDB priorizaria com recursos do fundo partidário quatro candidatos a prefeito em Pernambuco: Daniel Coelho (Recife), Izabel Urquiza (Olinda), Betinho Gomes (Cabo) e Raquel Lyra (Caruaru). Mas até agora a grana não apareceu e não se sabe ainda quando virá.

Punição > O advogado Humberto Vieira de Melo crê que Dilma ficará inelegível até 2026 em decorrência do processo de impeachment, mas poderá ocupar cargo público tal qual decidiu o Senado.

Recurso > O advogado José Paulo Cavalcanti Filho, que conhece bem o STF, acredita que os recursos contra a decisão do Senado de não inabilitar Dilma para ocupar cargo público só serão julgados em 2017.

Núcleo > Um grupo de 8 pessoas, do qual fazem parte o governador Paulo Câmara, o deputado Waldemar Borges e o argentino Diego Brandy, compõe o conselho político do prefeito Geraldo Júlio (PSB).

Bênção > Em Jaboatão, onde há 2 candidatos evangélicos disputando a prefeitura - Anderson Ferreira (PR) e Cleiton Collins (PP) -, a disputa por esse voto se exauriu. Daí os candidatos Neco (PDT) e Heraldo Selva (PSB) estarem no cerco aos católicos. Ambos já foram tomar a bênção ao arcebispo Dom Fernando Saburido.

Prioridades > O PSOL tem 4 candidatos prioritários à prefeituras de capitais: Edilson Silva (Recife), Luíza Erundina (São Paulo), Marcelo Freixo (Rio de Janeiro) e Luciana Genro (Porto Alegre). Edilson é o 5º colocado na última pesquisa do Ibope. Mas se conseguir eleger pelo menos 1 vereador já terá cumprido o seu papel.

Confiança > O candidato do PSDB à prefeitura de Gravatá, Joaquim Neto, que já foi prefeito duas vezes, tem como um dos coordenadores de sua campanha o ex-presidente da Ceasa, Romero Pontual (PSB). Ele diz que seu opositor, João Paulo (PSB), “está querendo ocupar o lugar da Justiça dizendo que eu estou inelegível, quando meu direito é líquido e certo”, e que o programa de governo dele “é dizer que eu não serei candidato”.

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