Disputa pelas vagas do Senado será eletrizante

Silvio Costa acredita que sua lealdade a Lula e a Dilma será suficiente para elegê-lo

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Com raras exceções, os governadores eleitos em Pernambuco arrastaram consigo os dois senadores de suas chapas. Os exemplos mais conhecidos são os de 1986 (Arraes, Mansueto de Lavor e Antonio Farias), 2002 (Jarbas, Marco Maciel e Sérgio Guerra) e 2010 (Eduardo, Humberto Costa e Armando Monteiro). Hoje, como há uma disputa apertada pelo governo estadual entre Paulo Câmara e Armando Monteiro, a briga pelas duas vagas do Senado está embolada entre Jarbas Vasconcelos, Mendonça Filho e Humberto Costa. Jarbas se mantém até agora na primeira colocação, mas a distância entre ele e seus dois competidores é muito pequena. Significa que se o atual governador conseguir descolar do patamar em que se encontra, em direção aos quatro dígitos, pode puxar os dois senadores de sua chapa, que são Jarbas e Humberto Costa. Se, todavia, Armando Monteiro continuar na tendência de crescimento detectada pelo Datafolha na semana passada, tem boas chances de levar consigo pelo menos um candidato a senador, que é o deputado Mendonça Filho. Bruno Araújo só seria eleito por um milagre, dado que entrou tarde na campanha e faz um programa eleitoral burocrático, que nem o projeta do ponto de vista administrativo e muito menos político. O deputado Sílvio Costa é o quarto colocado em todas as pesquisas. Mas continua acreditando na vitória devido à sua lealdade aos ex-presidentes Lula e Dilma Rousseff , o que talvez seja um equívoco.

Para não desanimar a tropa
A campanha para o Governo do Estado continua “fria” na maioria dos municípios porque os prefeitos da Frente Popular (que controlam 80% das prefeituras) nada receberam de Paulo Câmara em termos de ajuda financeira. Para tentar motivá-los e criar um “clima de vitória”, todos foram chamados para uma reunião, ontem à noite, na casa de eventos Rose Beltrão.

O engajamento > Velhos amigos de Eduardo Campos resolveram entrar na campanha de Antônio Campos (Podemos) para deputado estadual. Muitos gostariam de ajudá-lo, mas ficam com receio de desagradar ao PSB que controla o governo estadual e a prefeitura do Recife.

Na campanha > Júlio Lossio está tão convencido de que sua expulsão da Rede será anulada pela Justiça Eleitoral que continua fazendo campanha como se nada tivesse acontecido. O nome dele estará na urna eletrônica, assim como o de seus dois candidatos a senador.

O desânimo > É visível o desânimo dos tucanos de Pernambuco em relação à possibilidade de Geraldo Alckmin (PSDB) passar para o 2º turno da eleição presidencial. Ele talvez seja o “homem certo” na hora errada, pois também é palpável o enfraquecimento do PSDB em SP.

A herança > Há menos que ocorra um “tsunami”, o 2º turno será disputado por Haddad (PT) e Bolsonaro (PSL). O petista herdaria a maioria dos votos de Ciro (PDT), Marina (Rede) e Boulos (PSOL), e Bolsonaro os de Alckmin (PSDB), Meirelles (MDB) e Álvaro Dias (Podemos).

Gol contra > A tropa pernambucana de Bolsonaro (PSL), que promoveu uma marcha em favor dele domingo passado, em Boa Viagem, fez um gol contra. O “funk” ofensivo às “mulheres de esquerda” viralizou nas redes sociais e deve ter irritado profundamente o candidato do PSL.

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