Divisão interna no PSB tende a agravar-se

Vasquez não é um militante qualquer nem chegou ao PSB de pára-quedas como a maioria dos 70 prefeitos eleitos pelo partido

Fórum Rodolfo AurelianoFórum Rodolfo Aureliano - Foto: wikipedia

Antes mesmo de dar um encaminhamento satisfatório à crise que se instalou no PSB em decorrência da derrota de Antonio Campos na disputa eleitoral pela prefeitura de Olinda, a direção estadual do partido encarregou-se de pôr mais lenha na fogueira ao pedir a “cabeça” do seu vice-presidente Luciano Vasquez do cargo que ocupava na empresa Suape. A exemplo de Antonio Campos, que é neto de Miguel Arraes, irmão de Eduardo Campos e presidente da Comissão de Ética do PSB nacional, Vasquez não é um militante qualquer e nem chegou ao partido de pára-quedas como a maioria dos 70 prefeitos recém eleitos. Ele tem história na legenda e todos que a compõem sabem bem disto. Por isso não foi uma solução inteligente afastá-lo do governo no exato instante em que não se sabe ainda o que fazer para conter a ira do advogado Antonio Campos, que responsabiliza o governo estadual e o partido pela sua derrota.

Estímulo à leitura e à reflexão
Não foi, claro, o ministro Mendonça Filho quem escolheu o tema da redação do Enem deste ano - “Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil”, mas ainda assim o MEC marcou um tento. Em 2014 foi “Publicidade infantil” e em 2015 “Violência contra a mulher”. Temas do cotidiano obrigam os estudantes a lerem mais, para não ficarem limitados àquilo que veem nas redes sociais.


Reparo >
Diferentemente do que se disse nesta coluna, o prefeito eleito de Olinda, Professor Lupércio (SD), nunca foi viciado em drogas. Ele realiza na cidade há mais de 20 anos um notável trabalho de recuperação de drogados, mas por espírito cristão. Foi isto, aliás, que o estimulou a entrar na política.

Arrumação > Alguns prefeitos eleitos pelo PSB já reconhecem que vão levar pelo menos 2 anos para “arrumar a casa”. Adilson Filho, eleito prefeito de Moreno em 2012, em quatro não conseguiu.

Socorro > Governadores que contam com a ajuda do governo federal para pagar o 13º salário dos seus servidores podem tirar logo o cavalinho da chuva. O ministro Henrique Meirelles é contra.

Exceção > O PRB é o partido preferencial dos membros da Igreja Universal que tem como líder espiritual o bispo Edir Macedo. Por que o deputado Sílvio Costa Filho trocou o PTB pelo PRB é uma incógnita.

Transição > À frente da prefeitura de Gravatá há mais de 1 ano, o interventor Mário Cavalcanti equilibrou suas finanças e vai entregá-la ao prefeito eleito Joaquim Neto (PSDB) em condições melhores do que recebeu. O interventor é filiado ao PSB e poderá disputar mandato de deputado estadual em 2018.

Congresso >
João Paulo e Humberto Costa deverão participar em SP, 5ª e 6ª desta semana, da reunião do PT em que serão traçados os rumos do partido para encarar o Brasil do “pós” Lava Jato. Nesta reunião será definida a data do 6º Congresso Nacional do partido para revisar o seu programa e estatuto.

Vedações > O Congresso deve começar a votar esta semana duas propostas de emenda à Constituição que podem ser chamadas de “reforma política”. Uma propõe a instituição da “cláusula de barreira” para partidos políticos, e outra proíbe, a partir de 2022, coligação entre partidos para eleições proporcionais. Se essa proibição já estivesse em vigor, os partidos com representação na Câmara Municipal do Recife não passariam de seis.

 

 

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