Doeu mais do que o previsto

Por não ser um concorrente direto do Sport na luta contra o rebaixamento, o Fluminense não era o “adversário a ser batido”

Roberto Freire foi nomeado ministro da Cultura nesta terçaRoberto Freire foi nomeado ministro da Cultura nesta terça - Foto: Arthur de Souza/Folha de Pernambuco

A derrota para o Fluminense, no Rio, no último sábado (1), doeu mais do que o previsto entre os rubro-negros. Por não ser um concorrente direto do Sport na luta contra o rebaixamento, o Pó-de-Arroz não era o “adversário a ser batido”, portanto, o revés fora de casa diante de um dos pretendentes ao G4 não estava totalmente fora do script. O que doeu - e doeu muito – foi como ocorreu. O time de Oswaldo Oliveira fez um daqueles primeiros tempos que os experts chamam de quase perfeito.

Fez um gol, teve o domínio da bola, anulou o adversário. Mas perdeu chances à vontade. Deixou de “matar o jogo”. E a pena para quem comete esse pecado no futebol é a derrota. No segundo tempo, o Fluminense tirou a fantasia de sapo e virou um príncipe diante de sua torcida. O técnico Levir Culpi identificou as falhas da defesa pernambucana e passou a investir nelas. O buraco deixado por Samuel Xavier na lateral direita foi explorado à exaustão até que os gols começaram a surgir por ali.

Ficou, mais uma vez, a lição para o técnico Oswaldo Oliveira, que é um sujeito experiente. É preciso fechar os buracos da defesa. Caso contrário, o Leão vai colocar as barbas de molho. Com 33 pontos e dez jogos a disputar, as possibilidades de escapar do rebaixamento são muitas. Fará jogos de seis pontos em casa contra Vitória, Figueirense, Cruzeiro, Ponte Preta. As chances são boas. Reais. Mas convém não brincar em serviço ou fingir que serão duelos de favas contadas. O Coritiba mostrou aos próprios rubro-negros que não é bem assim. Chegou na Ilha, viu e venceu.

Calvário tricolor

Quem haveria de dizer que após aquele início surpreendente e arrasador na Série A o Santa Cruz desceria tanto? De jogo em jogo, o time foi caindo, caindo até chegar na humilhante condição de vice-lanterna. Difícil acreditar numa reviravolta, mesmo que vença o Palmeiras nesta segunda (3). O Santa está afundado na Z4 e só consegue enxergar a 16ª posição usando binóculos. Mais uma vez, a diretoria do Santa dormiu ao considerar bom o time que subiu no ano passado. A distância entre as duas divisões é grande. Cabe, agora, tentar iniciar um novo projeto para o futebol.

Arrancada

A vitória sobre o Vasco, no sábado, confirmou a boa fase do Náutico. Três vitórias consecutivas motivam torcida, dirigentes e jogadores. E até o sempre comedido Givanildo Oliveira deixou transparecer o otimismo na entrevista pós-jogo. O G4 está perto do Timbu. Basta manter a motivação e Givanildo conhece muito bem esse caminho da classificação. Dá para acreditar.

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