Doria cobra de órgão da ala ideológica da gestão Bolsonaro campanha por isolamento

O governador afirmou que a função seria da Secretaria de Comunicação, órgão ligado ao chamdo grupo ideológico do governo federal, chefiado por Fabio Wajngarten.

João Doria (PSDB) João Doria (PSDB)  - Foto: Nelson Almeida / AFP

O governador João Doria (PSDB) cobrou nesta terça-feira (7) que o governo Jair Bolsonaro faça campanhas estimulando a população a ficar em casa.

O governador afirmou que a função seria da Secretaria de Comunicação, órgão ligado ao chamdo grupo ideológico do governo federal, chefiado por Fabio Wajngarten.

Doria fez a afirmação em entrevista no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, respondendo a pergunta sobre pesquisa Datafolha.

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O resultado mostra que 24% dos entrevistados dizem que estão tomando cuidado em razão da pandemia, mas seguem saindo de casa para trabalhar ou realizar outras atividades. Outros 4% dos pesquisados afirmam que não houve nenhuma mudança na rotina e que seguem vivendo como antes da crise.

Doria afirmou ver com estranheza o fato de o governo Bolsonaro não fazer campanhas.
"Não vejo razão que estados brasileiros estejam fazendo isso há mais de um mês e o governo federal não tenha tomado esta iniciativa como fizeram a Grãbretanha, Espanha, Itália, numa segunda etapa, depois de terem cometido o erro de promover que as pessoas saíssem de suas casas, passaram a fazer uma campanha para uqe ficassem em suas casas", disse Doria.

O tucano enumerou vários países e afirmou que, nestes locais, é o governo federal quem tem feito as campanhas. "Espero que o governo brasileiro, e esta comunicação não é de responsabilidade do Ministério da Saúde, é da Secretaria de Comunicação que possa se ocupar, compreender a gravidade dos fatos e promover campanhas orientando corretamente a população a permanecer na sua casa" , disse.

Ignorar o isolamento sem necessidade contraria a orientação da maioria dos especialistas em infecções e as diretrizes do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Mas é compatível com o que vem defendendo o presidente Jair Bolsonaro, para quem a quarentena deveria ficar restrita apenas a idosos e demais grupos vulneráveis, como doentes crônicos.

Infectologistas dizem que o isolamento total é fundamental, para não trazer o vírus para dentro de casa, por exemplo, onde poderia infectar os mais suscetíveis a terem complicações graves em seu estado de saúde.

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