Draco entra em operação em Pernambuco

Departamento especializado no combate à corrupção e ao crime organizado, o Draco integrará seis delegacias e três núcleos de inteligência

DracoDraco - Foto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco

Com um efetivo de 168 policiais, o Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Draco) começa a operar nesta segunda-feira (10), no bairro do Tejipió, Zona Oeste do Recife. O novo prédio abrigará seis delegacias, além de integrar três núcleos de inteligência a fim de facilitar as investigações. A inauguração acontece um mês após a criação da central especializada, por meio da aprovação da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), conforme adiantado pela Folha de Pernambuco.

Draco será inaugurado às 14h de hoje e contará com a presença do secretário de Defesa Social, Antonio de Pádua, e do chefe da Polícia Civil, Joselito Kerhle. Em 2019, haverá a criação de mais duas delegacias de combate à corrupção, uma para Zona da Mata e Agreste e outra para o Sertão. O planejamento final é chegar a 2021 com um total oito delegacias especializadas nessa atividade em todo o Estado.

De acordo com a Secretaria de Defesa Social do Estado (SDS-PE), o novo departamento está em funcionamento, realizando investigações complexas de combate à corrupção. No último dia 5, o Draco desencadeou sua primeira Operação de Repressão Qualificada (ORQ), intitulada Octanagem, que resultou na prisão de três empresários suspeitos de sonegar mais de R$ 85 milhões em impostos. "Até a criação do Draco, Pernambuco não tinha nenhuma delegacia para combater a corrupção", afirmou o governador estadual, Paulo Câmara.

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O prédio onde o Draco foi instalado possui três pavimentos, 15 salas de trabalho, 14 salas de custódia, oito banheiros, acesso principal e acesso operacional. Ainda em dezembro, haverá uma parceria com a Polícia Federal para capacitação e atualização dos policiais. O departamento reúne e integra seis unidades que tinham atividades isoladas e diversificadas, agora voltadas para a o mesmo esforço. O Grupo de Operações Especiais, que atuava na repressão aos sequestros, passará a investigar policiais envolvidos com o crime. A decisão ocorreu porque, na avaliação da SDS-PE, sequestro é uma modalidade criminosa de baixa incidência.

O quadro policial também teve reforço. "Passamos de 21 policiais, da antiga Decasp (Delegacia de Polícia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos), para 168, e triplicamos o quadro de pessoal do núcleo de inteligência (de 12 para 36) incumbido de apurar a atividade de quadrilhas especializadas em lesar o patrimônio público e retirar direitos dos cidadãos pernambucanos", afirmou o secretário de Defesa Social, Antonio de Pádua.

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