Duas das vítimas do atirador do Cabo seguem internadas

Em fúria, o atirador saiu de casa armado com uma espingarda calibre 12 e um revólver atingindo cinco vizinhos. Um dos baleados não resistiu. O atirador acabou morto em um confronto com a PM e duas vítimas seguem internadas.

Familiares de Reginaldo Joaquim ainda estão muito assustados com a violência gratuita do atiradorFamiliares de Reginaldo Joaquim ainda estão muito assustados com a violência gratuita do atirador - Foto: Gustavo Gloria/Folha de Pernambuco

Seguem internadas em hospitais do Recife na noite desta terça-feira (15), dois das quatro vítimas de um atirador que espalhou terror pelas ruas do Centro do Cabo de Santo Agostinho, na Região Metropolitana. O suspeito, apontado pela polícia como André da Silva Santos, de 37 anos, já havia assassinado o jovem Mateus da Silva, de 18 anos, antes de ser morto pela PM.

O atirador, ao ver a aproximação da viatura, também abriu fogo contra os policiais e acabou baleado no confronto. Ele morreu ao dar entrada no hospital municipal. Populares afirmaram que André da Silva teve um ataque de fúria, entrou em casa, pegou uma espingarda calibre 12 e um revólver 38 e saiu atirando a esmo pela via pública. O fato se deu por volta das 20h30 da última segunda-feira (14).

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Reginaldo Joaquim dos Santos, 49 anos, foi ferido com um tiro no rosto e está no Hospital da Restauração (HR), na área central do Recife. Segundo a assessoria da unidade, o estado de saúde dele inspira cuidados e ele segue em observação. Familiares da vítima informaram que ele passou por cirurgia na tarde dessa terça. “Se a polícia não tivesse chegado tão rápido como foi, a tragédia seria muito pior. Foi muito tiro”, comentou a nora da vítima, que preferiu não se identificar. “Pelo visto, ele queria morrer e levar quem pudesse junto. E essa história de que ele tinha doença mental não existe”, afirmou outro parente de Reginaldo.

A outra baleada que permanecia no Hospital Getúlio Vargas (HGV) até o final da tarde é Iracema Severina da Conceição, 67. Os outros feridos foram Alan Dayvid Severino, 28, que já teve alta do HGV, e Cardilias Ferreira da Silva, 28, que não teve registro de entrada em unidade de saúde do Estado.

Moradores da rua Maria Isabel do Espírito Santo, onde vivia o atirador, comentam que ele sempre teve um comportamento violento. Tanto que a esposa dele deixou a residência do casal há quase uma semana por medo. Os vizinhos apontaram que o homem andava inconformado com a separação e havia feito diversas ameaçadas a várias pessoas. Além das armas usadas para matar e ferir os vizinhos, a PM encontrou várias munições deflagradas e uma carta, que seria de autoria do atirador.

O conteúdo da carta apresentava sinais de depressão e relatos de problemas familiares. Os objetos apreendidos estão com a Polícia Civil, que instaurou um inquérito para investigar a motivação dos crimes, incluindo a possibilidade de surto psiquiátrico. Segundo foi relatado pelos policiais militares à Força Tarefa de Homicídios, André da Silva teria ido até sua própria casa durante um intervalo entre as ocorrências apenas para raspar os cabelos.

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