Duas quadrilhas suspeitas de tráfico e homicídios são desarticuladas na RMR

Operação Moenda resultou na prisão de 13 suspeitos em Paulista e Igarassu. Bandos usavam adolescentes nos crimes

Deputada Gleide Ângelo (PSB) é autora do Projeto de Lei.Deputada Gleide Ângelo (PSB) é autora do Projeto de Lei. - Foto: Alfeu Tavares / Folha de Pernambuco

Integrantes de duas quadrilhas que atuavam nos municípios de Paulista e Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, foram presos na última quinta-feira (22), dentro da “Operação Moenda”, que investigou suspeitos de homicídios, roubos, trágico de entorpecentes e associação criminosa. A Operação cumpriu mandados de prisão preventiva, de busca e apreensão de adolescentes infratores e de busca e apreensão domiciliar. Os detalhes da investigação foram divulgados nesta segunda-feira (26).

De acordo com o delegado Ivaldo Pereira, da 8ª Delegacia de Polícia Seccional, da quadrilha que atuava no bairro de Engenho Maranguape, em Paulista, os suspeitos participavam de um esquema que era comandado de dentro do presídio. A quadrilha também fazia uso de adolescentes para cometer crimes como tráfico e homicídio. "Eles sabem que existe uma maior benesse em relação aos adolescentes", explicou.

Apenas uma das lideranças estava fora do sistema prisional, o líder do tráfico no bairro, Michelon Duarte da Silva. Suspeito também de vários homicídios, Michelon foi convocado a prestar depoimento no mês de setembro. Na ocasião, ele deu ordens aos seus subordinados para invadir o complexo prisional e resgatá-lo, caso não saísse do prédio até as 16h30 do mesmo dia.

O segundo grupo preso na operação atuava principalmente no bairro de Paratibe, mas possuía vínculo com o primeiro por meio do suspeito Deyvson Henrique da Silva Lima, conhecido como Dedé. Ele buscava drogas no Engenho Maranguape ou prestava auxílio ao grupo de lá cometendo roubos e fornecendo dinheiro.

Outro nome de peso desse esquema é o de Jorgeberto Batista Pereira, conhecido como "Bel". "Ele entra e sai do sistema carcerário desde 1988", explica o delegado. Segundo o investigador, Bel possui quatro depósitos, utilizados para lavar o dinheiro do tráfico. No esquema comandado por ele, duas pessoas têm o cargo de "gerentes" - um para a maconha e outro para o crack. Ele apenas ficava com o lucro. Sua companheira, Lidiane Francisca Da Silva, é suspeita de ter dado continuidade ao seu esquema quando ele ficou foragido da localidade. Ela também foi presa.

De acordo com a polícia, os dois grupos são considerados de alta periculosidade. Os suspeitos Dário Augusto Azevedo (vulgo "Bicho feio"), Walisson Souza de Oliveira (vulgo "Baby"), Ericsson Matos Passos (vulgo "Durex") e o próprio Michelon são muito temidos pela população por estarem envolvidos em homicídios e estarem na ativa desde a época em que Jurandir Francisco Xavier Júnior, conhecido popularmente como "Júnior Box", comandava o tráfico no local. Outro acusado de homicídio pela polícia é Rivaldo Dias Oliveira Junior (vulgo "Riva"), que está preso desde novembro de 2016.

Dos 13 mandados de prisão preventiva e dois de busca e apreensão de adolescente infrator, dez pessoas já eram foragidas da Justiça e cinco já cumpriam pena. Com os acusados foram apreendidos também 1,615 kg de maconha, 6,39 g de crack, R$ 8.340, três revólveres calibre 38, 35 munições, dois carros e uma moto. Uma das armas estava com um dos menores. Uma das armas apreendidas pode ter sido proveniente de um roubo a empresa de segurança, a Empresa Sena, em Olinda, que aconteceu em agosto deste ano.

A polícia também investiga se o grupo está envolvido no plantio de maconha, já que sementes da erva foram apreendidas com os suspeitos.

As investigações tiveram início há oito meses e foram efetuadas pela . A operação contou com 110 policias civis.

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