É preciso tirar o Estado da má fase em que se encontra

Um dos grandes responsáveis pelas 80 mil demissões em Suape foi a Operação Lava Jato

Inaldo SampaioInaldo Sampaio - Foto: Colunista

Pernambuco teve um progresso considerável nos dois governos de Eduardo Campos, quando o então governador aproveitou sua amizade com Lula, então presidente da República, a fim de atrair investimentos para o Estado. Vieram para cá a Hemobrás, a refinaria Abreu e Lima, o Estaleiro Atlântico Sul, a fábrica da Fiat e dezenas de outras empresas de médio e grande porte para se instalar no entorno de Suape. Quase inexistia desemprego no Cabo e em Ipojuca, cidades onde as fábricas se instalaram, gerando milhares de postos de trabalho para os pernambucanos e contribuindo para elevar o PIB estadual. Paralelamente, foi iniciada a transposição do São Francisco e retomada a construção da Transnordestina, que estava paralisada havia anos. Hoje, quatro após a morte do ex-governador, o cenário mudou radicalmente. Pernambuco anda para trás, alvejado por tabela pela Lava Jato, que após descobrir um mega escândalo na Petrobrás levou a estatal a paralisar seus investimentos em Suape, do que resultaram 80 mil demissões naquela área. Agora, para completar a má fase em que nossa economia se encontra (geramos apenas 14 mil novos empregos em 2018), anuncia-se mais 1.800 demissões naquele complexo. É uma carga muito pesada nos ombros do governador Paulo Câmara, que não tendo a mesma liderança política do seu antecessor, nem votado em Jair Bolsonaro para presidente, pode pagar um alto preço a partir de janeiro do próximo ano.

Moro rende-se a Maciel
Como senador em 1994, Marco Maciel (DEM-PE) conseguiu que a Casa aprovasse um projeto de sua autoria regulamentando o “lobby” em nosso país. O projeto dorme na Câmara há mais de 20 anos e a mesa não o coloca em votação. Ontem, no DF, o futuro ministro da Justiça, Sérgio Moro, admitiu que é melhor reconhecer logo essa atividade “do que fazê-la às escondidas”.

O motivo > Em discurso em 2008, Maciel disse que o lobby precisa ser regulamentado no Brasil, assim como foi nos EUA. “Sabemos que ele é uma realidade, o que se precisa fazer é resguardar o interesse público, obrigando as instituições a se identificarem e a prestar contas à Receita Federal”, disse ele.

À reeleição >
O vereador Josinaldo Barbosa (PTB-Timbaúba) vai lançar-se à reeleição para presidente da UVP (União dos Vereadores de Pernambuco). O candidato derrotado por ele dois anos atrás, Biu Farias Filho (PSB), está fora de combate. É o primeiro “damo” de Surubim.

Sem o PT > O deputado Lucas Ramos (PSB) defende a reprodução em Petrolina, na eleição municipal de 2020, da mesma frente de esquerda que vai atuar no Congresso, a partir de 2019, formada pelo PSB, PDT e PCdoB. O PT do deputado Odacy Amorim não faria parte dela.

Sem ensino > O TCE julgou as contas de 2014 do ex-prefeito Sérgio Miranda (Panelas) e ficou pasmo com o que viu. Apenas 9% da receita foram aplicados em educação, quando o mínimo constitucional é 25%. Foi o mais baixo percentual que o TCE identificou de 1988 para cá.

Na base > A partir de fevereiro, estarão na base de Bolsonaro os deputados André de Paula (PSD), Augusto Coutinho (SD), Fernando Filho (DEM), Ricardo Teobaldo (Podemos), Eduardo da Fonte (PP), Pastor Eurico (Patriota), André Ferreira (PSC), Gonzaga Patriota (PSB) e Sílvio Costa Filho (PRB). Desses partidos, apenas o PSB não fechará oficialmente com o governo.

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