Educação de crianças com câncer ganha sala especial no Recife

No local são atendidas crianças e adolescentes cujas idades variam entre 0 e 19 anos

Reinaguração da Classe Hospitalar Semear, no Hospital Universitário Oswaldo CruzReinaguração da Classe Hospitalar Semear, no Hospital Universitário Oswaldo Cruz - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Suavizar a dor do tratamento através da educação de forma inclusiva. Esse é o principal objetivo que moveu profissionais da educação e da saúde do Recife e do Grupo de Ajuda à Criança com Câncer de Pernambuco (GAC-PE) - com a ajuda de uma doação - a reinaugurarem, nesta terça-feira (13), a Classe Hospitalar Semear, no Centro de OncoHematologia Pediátrica (CEONHPE) do Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc), localizado no bairro de Santo Amaro, área central da Capital. O espaço passou por uma ampliação e conta com um “cantinho” de leitura e de atividades lúdicas, onde são atendidas crianças e adolescentes de 0 a 19 anos.

“Ajudar a manter o desenvolvimento educacional dos alunos é o nosso principal objetivo. Mesmo internados a gente tenta manter o ritmo deles e é com professores da rede que fazemos um nivelamento dos alunos e trabalhamos com uma educação focada no macro”, ressalta a Diretora Executiva de Gestão de Rede da Secretaria de Educação do Recife, Maria Costa.

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A sobrinha do homem responsável pela doação que ajudou na difusão da classe faz um apelo a todos que possuem uma "posição de privilégio". “O que o meu tio possuía de mais importante e o que eu quero chamar atenção para que as pessoas observem são os dons que o Divino nos dá. Ele era muito solidário, muito doador, compassivo, era um homem do bem. As pessoas precisam sair dessa zona de conforto e pensar um pouco em ajudar as outras. Mesmo depois de morrer ele deixou um legado, essa doação para fazer o bem”, regozijou e alertou a psicóloga Silvia Pontual.

“Nós sabemos da importância da classe hospitalar para os pacientes que têm doença crônica. Fizemos um estudo e percebemos que, em média, as crianças passam cerca de 28 dias internadas e isso já configura na perda do ano letivo. Por isso que corremos atrás de implantar essa classe em parceria do GAC-PE com a Prefeitura do Recife e o Hospital Oswaldo Cruz”, ressalta a Presidente do GAC-PE, Vera Morais.

Uma das pacientes da unidade de saúde que estava em seu último dia de quimioterapia, a pequena Alicia Thaynara, de 8 anos, esteve presente durante a ampliação do espaço. A educadora Rosângela Rodrigues, mãe da pequenina, afirmou que a importância desta nova sala é bastante importante no tratamento de todas as crianças. “A dedicação dos profissionais e a preocupação que eles têm para passar as informações e o conhecimento para as crianças é algo muito louvável. A gente [pais] vê que eles são bastante humanizados. É uma coisa muito gloriosa e gratificante”, ressalta.

Para Rosângela, o novo espaço serve como um "amenizador da dor". “Acompanhando o tratamento a gente percebe que é muito doloroso. É uma fase que não é fácil, mas quando eles vão para a sala de aula, os professores tentam suavizar às dores desse tratamento. É um lugar que encanta”, complementa a mãe.

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