Elefante de Olinda critica atuação da polícia em evento realizado no sábado; SDS se pronuncia
Clube Carnavalesco se queixou sobre um suposto uso excessivo da força por parte da Polícia Militar
O Clube Carnavalesco Misto Elefante de Olinda se queixou sobre um suposto uso excessivo da força por parte da Polícia Militar para conter foliões durante o Trote do Elefante, no último sábado.
Em carta aberta publicada nas redes sociais e enviada à Folha de Pernambuco, a agremiação informou que membros "foram vítimas de uma atuação completamente injustificável, truculenta e abusiva".
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De acordo com o Elefante, uma representante da Polícia Militar teria verbalizado que a agremiação não seguiria com o desfile.
"É inadmissível e injustificável que esse tipo de conduta seja adotado por agentes públicos na condução de atividades relacionadas ao carnaval e à cultura popular".
À reportagem, o diretor do Elefante de Olinda, Diego Firmino, informou que a agremiação abriu uma queixa na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe).
Ainda segundo ele, o próximo passo da agremiação será entrar com queixa no Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e na Corregedoria da SDS.
Em meados de janeiro, o T.C.M John Travolta também já havia mostrado insatisfação com a atuação dos órgãos de segurança durante o Baile Azul e Branco.
De acordo com o secretário de defesa social, Alessandro de Carvalho, "a força tem que ser empregada no exato limite para que se cesse qualquer tipo de agressão". "Se isso sair da medida, pode ter certeza que a Corregedoria vai apurar", salientou.
Além disso, Carvalho chamou atenção e pediu colaboração para que seja analisada toda a ocorrência, caso a caso, no julgamento da intervenção policial.
"Muitas vezes só é passado em mídias sociais o momento da intervenção policial. O que temos com alguma frequência são grupos de dezenas de criminosos infiltrados entre os foliões. Trinta, 40 ou 50 [criminosos] que simulam uma briga entre eles, mas são todos conhecidos entre eles, para roubar um celular ou uma carteira", começou.
"A polícia está distribuída no terreno, muitas vezes num grupo de oito a dez policiais para intervir contra 40. A intervenção tem que ser enérgica, cessada a questão pelo limite seletivo da força. Aí, sim, o que vier depois pode se configurar um abuso. Então é importante a gente analisar toda a ocorrência e não somente a intervenção, e isso é feito pela SDS", finalizou.
Treinamento
Com mais de 3 mil novos servidores recém-formados, a SDS-PE, através do secretário Alessandro de Carvalho, detalhou que os profissionais passaram por um período intenso de treinamentos para atender a população durante os dias de Carnaval no estado.
"Os policiais novatos acabaram de passar por um Curso de Formação de sete meses. Uma intensa carga de instruções voltadas à preservação dos direitos humanos, do cidadão e como tratar. Os policiais mais antigos também passam por instruções", afirmou.

