Em dez meses, 39 crimes contra comunidade LGBT em PE

Tema será foco de debate realizado nesta quinta e sexta-feira pelo GTP+

Marilia Arraes é pré-candidata ao Governo do EstadoMarilia Arraes é pré-candidata ao Governo do Estado - Foto: Bruno Campos/Divulgação

Entre janeiro e outubro, 37 crimes foram registrados contra o grupo LGBT e dois contra transexuais em Pernambuco. O tema será debatido pelo Grupo de Prevenção Positivo (GTP+), no seminário Direitos Humanos e Cidadania: transexualidades, avanços e desafios, que será realizado nesta quinta (10) e sexta-feira (11) das 14h às 18h, no Sindicato dos Bancários de Pernambuco.

O levantamento de dados no Estado não é tão claro. Os crimes contra a vida ou o bem estar físico do outro, são separadas entre transexuais e comunidade LGBT como um todo. No último caso, há distinção de sexo: feminino e masculino, mas não se sabe muito bem como identificaram as travestis nesse grupo. Na “categoria” transexuais, homens e mulheres trans não são separados.

No mundo, 2.115 travestis e transexuais foram assasinados entre 2008 e junho de 2016. segundo a organização internacional de referência no assunto Transgender Europe (TGEU). Segundo o mapeamento global, 40% desses crimes aconteceram no Brasil que, por ano, tem mais de cem mortes de travestis e transexuais. “A ideia é sensibilizar o poder público para essa questão a fim de desvelar os problemas que existem e não estão sendo visto por causa dessa subnotificação. A realidade é muito mais dura do que os dados levam a crer”, destacou o coordenador do projeto, Azael Cosme.

Através de um retrato mais exato seria possível, crê o grupo, melhorar as políticas de inclusão e amparo aos preconceitos. Segundo a entidade, na identificação do óbito só é avaliado o sexo biológico das vítimas. Dessa forma, o estado não perceberia as mulheres trans que não fizeram a mudança do órgão genital.

O GTP+ acompanha desde 2002 a vida de 20 mulheres travestis e mulheres transexuais que são profissionais do sexo. Eles investem na formação política, de cidadania e prevenção contra doenças, já que é um grupo com vulnerabilidade acrescida. No projeto Mercadores de Ilusão a tentativa é formar multiplicadores para que quem não faz parte diretamente do projeto também seja ajudado.

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