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Em dia de tensão na Venezuela, 121 pedem refúgio ao Brasil

É praticamente o triplo da média diária de entrada, que tem sido de 250 a 300 pessoas, segundo o mesmo órgão

A terça-feira na Venezuela foi marcada por diversos atos e manifestaçõesA terça-feira na Venezuela foi marcada por diversos atos e manifestações - Foto: Federico Parra/AFP

O governo brasileiro recebeu na terça-feira (30), dia em que se intensificou a crise política na Venezuela, um total de 121 pedidos de refúgio na fronteira com o país vizinho.

O dado faz parte de levantamento realizado pela Casa Civil, que aponta ainda que, no mesmo dia, 855 pessoas ingressaram no Brasil por Roraima, porta de saída de venezuelanos que fogem do país governado pelo ditador Nicolás Maduro. É praticamente o triplo da média diária de entrada, que tem sido de 250 a 300 pessoas, segundo o mesmo órgão.

Também na terça-feira, 80 venezuelanos solicitaram residência temporária no Brasil, 60 pediram renovação da solicitação de refúgio e 12 requereram certidão de regularização migratória.

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Em uma tentativa de derrubar o ditador, líderes de oposição iniciaram um movimento com militares dissidentes, ao qual forças policiais reagiram, o que gerou confrontos em Caracas.

O líder da oposição, Juan Guaidó, e o preso político Leopoldo López se dirigiram à base aérea de La Carlota e anunciaram o movimento.

Em resposta, o ditador disse que as Forças Armadas seguem leais a ele e convocou uma manifestação popular em apoio a seu governo. López, que estava prisão domiciliar desde agosto de 2017, cumprindo pena de quase 14 anos por incitação à violência em protestos contra o governo, disse ter sido "liberado por militares à ordem da Constituição e do presidente Guaidó".

Os dois deixaram a base quando o local passou a ser alvo de bombas de gás lacrimogêneo lançadas pela Guarda Nacional Bolivariana (GNB), alinhada ao regime Maduro.

Isso deu início a uma série de confrontos pelas ruas de Caracas entre os opositores e as forças leais a Maduro. Dezenas de pessoas ficaram feridas na ação e López acabou se refugiando com a família na embaixada da Espanha em Caracas.

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