Em Lima, Priscilla Stevaux pedala pela medalha que escapou em Toronto

Em 2015, ela ficou em quarto lugar no Pan de Toronto. No ano seguinte, representou o Brasil nas Olimpíadas do Rio 2016

Priscilla Steavaux Priscilla Steavaux  - Foto: Divulgação/COB

Aos 25 anos, Priscilla Stevaux coleciona títulos e competições importantes no currículo. A atleta de Sorocaba (SP) é tetracampeã brasileira de BMX e conquistou o campeonato Pan-Americano da categoria em 2018.

Em 2015, ela ficou em quarto lugar no Pan de Toronto. No ano seguinte, representou o Brasil nas Olimpíadas do Rio 2016. Nos Jogos Pan-Americanos Lima 2019, ela vai para o segundo Pan determinada a pedalar pela medalha que escapou quatro anos atrás no Canadá.

“Treinei bastante em 2019 e competi em campeonatos de alto nível no exterior. Estou muito focada e preparada para brigar pela minha primeira medalha em Jogos Pan-Americanos”, contou.

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A briga não vai ser fácil. Nesta sexta (9), Priscilla vai dividir a pista com a equatoriana Domenica Azuero, atual campeã mundial júnior, e outras duas medalhistas olímpicas: a venezuelana Stefany Hernandez, bronze no Rio 2016, e a colombiana Mariana Pajon, bicampeã olímpica. “Disputo a maioria dos campeonatos internacionais com elas. A Pajon é uma atleta bastante técnica, uma das favoritas ao ouro em Lima, mas estou preparada e sei o meu potencial”, completa.

Priscilla é a 15ª colocada no ranking internacional, e está em busca do índice olímpico para Tóquio 2020. Para ela, os jogos Pan-Americanos são mais uma etapa importante na busca de seu objetivo. "Sou a primeira brasileira no ranking olímpico, mas sei tenho um caminho longo pela frente. A batalha é diária em busca deste sonho".

O BMX surgiu na Califórnia, Estados Unidos, no final da década de 1960. A sigla vem do inglês Bicycle Moto Cross. A letra X faz referência ao verbo cruzar (cross).

Priscilla disputa o BMX Racing. Nessa categoria, a largada acontece em uma plataforma de dez metros. Durante a prova, os atletas chegam a fazer saltos acima de dois metros de altura. As bicicletas têm rodas aro 20, uma marcha e um freio. Ganha quem cruzar a linha de chegada primeiro.

Além de Priscilla, Paola Reis também entra na pista amanhã na briga por medalha. Aos 19 anos, a atleta de Salvador estreia nos jogos Pan-Americanos. No racing masculino, o Brasil tem mais dois representantes: Anderson Ezequiel, 23, medalhista de bronze no mundial de ciclismo, em 2018, e Renato Rezende, 28. Bicampeão pan-americano da categoria, o carioca já rerpesentou o Brasil nos Jogos de Londres 2012 e Rio 2016.

No dia 11, é a vez de Derlayne Roque, 30, e Cauan Madona, 25, voarem na pista de Lima em busca de medalha no freestyle. Nessa categoria, os ciclistas são avaliados pelo grau de dificuldade das manobras.

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