Pesquisa

Na pandemia, sensação de segurança para trocar casa por lazer ainda é baixa

Para 20% essa atividade é muito segura; 46% se sentem pouco seguros ao ir para o trabalho; e 31% se dizem nada seguros

Segurança durante pandemia do novo coronavírus foi tema de pesquisaSegurança durante pandemia do novo coronavírus foi tema de pesquisa - Foto: Ed Machado/Folha de Pernambuco

Enquanto a decisão sobre o retorno das aulas presenciais foi adiada para novembro pelo prefeito Bruno Covas (PSDB) e bares e restaurantes, por exemplo, funcionam até as 22h, desde o início de agosto, o sentimento de segurança para realizar essas atividades é baixo na cidade de São Paulo.

De acordo com pesquisa Datafolha, que apresentou aos entrevistados cinco atividades para serem feitas fora de casa durante a pandemia do novo coronavírus e mediu suas reações, apenas ir para o trabalho foi considerado seguro pelas pessoas ouvidas.

Para 20% essa atividade é muito segura; 46% se sentem pouco seguros ao ir para o trabalho; e 31% se dizem nada seguros.

A pesquisa foi realizada nos dias 21 e 22 de setembro. Foram entrevistados 1.092 eleitores com 16 anos ou mais na cidade de São Paulo. A margem de erro é de 3 pontos percentuais, para mais e para menos.

As outras atividades apresentadas para os entrevistados foram: ir ao shopping, escola e faculdade, frequentar bares e restaurantes e ir ao cinema.
 

Essa última atividade, apesar de já terem sido definidas as regras para a reabertura dos salas de exibição, ainda não tem data para que volte a ser uma opção na capital paulista. A expectativa do setor é que isso possa ocorrer no início de outubro, se os casos na cidade continuarem a cair.

Fora ir para o trabalho, nenhuma dessas outras quatro atividades teve resultado positivo quanto ao sentimento de segurança. Parcelas importantes dos entrevistados pelo Datafolha se declararam nada seguros, com significativo aumento dessa sensação entre as mulheres.
Para ir ao shopping, 50% se disseram nada seguros, índice que sobe para 52%se o destino for a escola ou a faculdade, atingindo os patamares de 59% se o local for um bar ou restaurante e 63% se for o cinema.

Entre as mulheres, esses índices sobem para 56% (ir ao shopping), 60% (ir a escola ou faculdade), 70% (ir a bares ou restaurantes) e 70% (ir ao cinema).

O sentimento de segurança se mostrou maior entre os mais escolarizados e com renda maior.

Exceção da exceção é a gerente de posto de combustíveis Maria Adrielly deAndrade Cavalcanti, 20.

Ela diz que evitou suas atividades normais por cerca de dois meses, mas depois disso resolveu retomar sua vida de forma quase normal. "Quando percebi que isso iria durar muito tempo, resolvi que não iria perder um ano da minha vida por causa desse vírus."

Dos seis meses em que a pandemia dura no Brasil, em quatro ela diz que se protegeu com máscara e álcool em gel, mas sem deixar de fazer o que queria. "Fui para a praia, para a balada e até para o motel", diz. "Se tiver uma festa, não vou dizer que não fico preocupada, mas não vou deixar de ir."

Para ela, procedimentos como lavar as mãos e usar máscara e álcool em gel já foram absorvidos e não causam mais estranhamento. "Faz tanto tempo que nem lembro mais como era antes", diz. E.S.

Veja também

Jovem de 18 anos é encontrada morta em cisterna de casarão em Jaboatão dos Guararapes, na RMR
Jaboatão

Jovem de 18 anos é encontrada morta em cisterna de casarão

Médium João de Deus é internado em hospital de Brasília
João de Deus

Médium João de Deus é internado em hospital de Brasília