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Coronavírus

Em seis meses de vacinação contra a Covid-19, Pernambuco aplicou 5.186.972 milhões de doses

Vacinação da segunda dose da Coronavac em PetrolinaVacinação da segunda dose da Coronavac em Petrolina - Foto: Divulgação/Prefeitura de Petrolina

Há exatos seis meses, Pernambuco dava início à imunização da população contra a Covid-19. Até este domingo (18), mais de 5 milhões de doses foram aplicadas garantindo a proteção de diversos grupos contra a doença, que já tirou a vida de 18.325 pessoas no Estado. Mais de 1,3 milhão de pessoas já estão com o esquema vacinal completo, representando 19,28% da população a partir dos 18 anos. O cenário epidemiológico da pandemia no Estado vem apresentando redução nos indicadores com o andamento da campanha, porém o Governo do Estado alerta que a pandemia ainda não acabou e que, para controlar a doença, é necessário avançar na vacinação, com o recebimento de maiores volumes de doses, adesão da população, garantia do cumprimento do esquema vacinal completo, além da manutenção das medidas de proteção, com uso de máscara, distanciamento físico e lavagem das mãos.

“Nosso trabalho começa bem antes da chegada dos imunizantes ao Aeroporto do Recife. Assim que recebemos a pauta de distribuição do Ministério da Saúde, que contém os montantes e o público alvo iniciamos o levantamento detalhado do quantitativo a ser destinado para cada cidade. Quando as doses chegam à sede do PNI, são conferidas em sua totalidade, desde conferência de lotes, prazo de validade e temperatura, e inicia-se a separação dos montantes que serão encaminhados para as Gerências Regionais de Saúde, onde ficarão disponíveis para retirada por parte dos gestores municipais”, detalha a superintendente de Imunizações do Estado, Ana Catarina de Melo. Até agora, Pernambuco recebeu 6.060.650 doses de imunizantes. Foram 3.051.670 da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, 2.184.160 unidades da Coronavac/Butantan, 656.370 doses da Pfizer/BioNTech e 168.450 da Janssen.

Para garantir o acesso rápido aos imunizantes ao longo desses seis meses, a Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI-PE), contou com o apoio logístico de diversos atores para realização do transporte seguro e em tempo hábil. A cada nova remessa, escoltas da Polícia Federal - que direciona os imunobiológicos para sede do PNI - e da Polícia Militar, coordenados pela Secretaria de Defesa Social (SDS-PE), que viabilizam a distribuição segura das vacinas para os municípios em até 24 horas após o recebimento no PNI-PE. A operação ainda conta com o apoio da companhia aérea Azul para envio rápido dos imunizantes para as cidades do sertão do Estado.

“Uma campanha de vacinação efetiva depende da oferta de doses para população e estratégias para facilitar o acesso da população a essa proteção tão importante. Acreditamos que, se nos for ofertada uma entrega de vacinas de forma regular e com montantes significativos, poderemos vacinar toda a população acima de 18 anos até o final do mês de setembro com a primeira dose, e até o fim do ano, com as duas doses”, destacou o secretário estadual de Saúde, André Longo.

Entre os desafios de uma campanha de imunização onde são indicadas duas doses para proteção, está a garantia da completitude do esquema vacinal. “Nosso maior desafio hoje é garantir essa segunda dose. Cada vez mais fomos avançando, apesar de ser um avanço lento diante do que esperávamos. O maior desafio do PNI no momento é garantir que todas as pessoas que tomaram a primeira dose, recebam a segunda no intervalo estabelecido. 

Estabelecemos nos encontros da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) um diálogo preciso sobre a importância das estratégias de vacinação para atrair e chegar ao público elegível, além de mapear quem são essas pessoas e se elas de fato concluíram o processo de imunização”, afirma Ana Catarina.

A disponibilidade de diversos tipos de imunobiológicos mobilizou cientistas de diversas partes do mundo. No Brasil, atualmente, são quatro os ofertados à população após aprovação junto a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e incorporação ao Programa Nacional de Operacionalização (PNO), do Ministério da Saúde, que destacam a segurança e eficácia de todos eles. “Em um momento que você tem uma alta transmissibilidade do vírus, que você tem pessoas adoecendo, complicando clinicamente e morrendo, precisamos observar atentamente o impacto dessas vacinas na diminuição das taxas de casos graves e óbitos. Todas as vacinas que temos no momento são de qualidade, seguras e são eficazes. O principal objetivo da vacinação é reduzir os casos graves e óbitos e isso as vacinas têm feito muito bem, independente do laboratório produtor”, frisa o secretário André Longo.

“O que precisamos neste momento é que as pessoas que estão dentro dos grupos elegíveis se vacinem com primeira e segunda dose o quanto antes. Quanto mais esse indivíduo postergar essa imunização, ele vai ficar exposto, vai adoecer e, consequentemente, vai transmitir para outras pessoas, além de favorecer que o vírus fique circulando em nosso território”, complementa a superintendente de imunizações, Ana Catarina.

BALANÇO DA VACINAÇÃO - Pernambuco já aplicou 5.186.972 doses de vacinas contra a Covid19 na sua população, desde o início da campanha de imunização no Estado. Desse total, 1.392.664 pernambucanos completaram seus esquemas vacinais, sendo 1.233.336 pessoas que foram vacinadas com imunizantes aplicados em duas doses e outros 159.328 pernambucanos que foram contemplados com vacina aplicada em dose única.

Em relação às primeiras doses, foram 3.794.308 aplicações. Ao todo, foram feitas a primeira dose em 314.645 trabalhadores de saúde; 26.073 povos indígenas aldeados; 43.676 em comunidades quilombolas; 7.700 idosos em Instituições de Longa Permanência; 674.445 idosos de 60 a 69 anos; 603.128 idosos de 70 e mais; 2.463 pessoas com deficiência institucionalizadas; 406.947 pessoas com comorbidades; 33.263 pessoas com deficiência permanente; 62.335 gestantes e puérperas; 352.364 trabalhadores de serviços essenciais; 1.567 pessoas em situação de rua; 25.308 pessoas privadas de liberdade, além de 1.240.394 pessoas de 18 a 59 anos.

Em relação às segundas doses, já foram beneficiados 232.995 trabalhadores de saúde; 25.804 povos indígenas aldeados; 30.834 em comunidades quilombolas; 5.943 idosos institucionalizados; 398.467 idosos de 60 a 69 anos; 509.044 idosos de 70 anos e mais; 1.191 pessoas com deficiência institucionalizadas; 23.026 pessoas com comorbidades; 441 pessoas com deficiência permanente; 5.591 trabalhadores de serviços essenciais; totalizando 1.233.336 pernambucanos.

Em relação à dose única, foram beneficiadas 1.881 idosos de 60 a 69 anos; 399 idosos de 70 anos e mais; 1.524 pessoas com comorbidades; 295 pessoas com deficiência permanente; 11.040 trabalhadores de serviços essenciais; 619 pessoas em situação de rua, além de 143.570 pessoas de 18 a 59 anos.

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