Imunizantes

EMA diz que vacina Johnson & Johnson deve incluir coágulos sanguíneos como efeitos colaterais raros

Regulador europeu também confirmou que 'o saldo global de benefícios de riscos continua sendo positivo'

Vacina de dose única Johnson & JohnsonVacina de dose única Johnson & Johnson - Foto: Frederic J. Brown / AFP

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) estimou nesta terça-feira (20) que os coágulos sanguíneos devem ser considerados efeitos colaterais "muito raros" da vacina contra o coronavírus do laboratório Johnson & Johnson, cujos benefícios continuam a superar os riscos.

A EMA estabeleceu "uma possível ligação" entre a vacina J&J e os casos relatados de coágulos sanguíneos, que devem ser listados como "efeitos colaterais muito raros" do imunizante.

O regulador europeu "encontra um possível vínculo com casos muito raros de coágulos sanguíneos incomuns associados às plaquetas sanguíneas baixas", declarou a agência, acrescentando que isso "confirma que o saldo global de benefícios de riscos continua sendo positivo".

A agência, com sede em Amsterdã, afirmou que seu comitê de farmacovigilância (PRAC) "concluiu que uma advertência sobre os coágulos sanguíneos raros com plaquetas baixas deve ser adicionado às informações do produto" para a vacina da J&J.

Seus especialistas também "concluíram que esses casos devem ser registrados como efeitos colaterais muito raros da vacina", afirmou a EMA.

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