Dom, 19 de Abril

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Portugal

Empresa não tem previsão sobre volta total da energia em Portugal

Administrador das Redes Energéticas Nacionais (REN) concedeu uma entrevista coletiva nesta segunda-feira

Trem parado na estação Cais do Sodre, em Lisboa, durante apagão Trem parado na estação Cais do Sodre, em Lisboa, durante apagão  - Foto: Patricia de Melo Moreira/AFP

O administrador das Redes Energéticas Nacionais (REN) — empresa de distribuição de energia de Portugal — João Faria Conceição, afirmou na tarde desta segunda-feira que não há uma previsão sobre o restabelecimento total do fornecimento energético no país, afetado por um apagão desde a manhã. Conceição estimou, porém, que o restabelecimento de setores prioritários em Lisboa e Porto devem ocorrer nas próximas horas.

— A normalização total é difícil de prevêr. A prioridade agora são os consumos prioritários, como os hospitais. A expetativa de energia no Grande Porto é para dentro de duas horas. A Grande Lisboa vai demorar mais tempo porque há menos centrais nas proximidades. Lisboa pode estar ligada dentro de cinco a seis horas, pelo menos em termos de consumos prioritários — afirmou Conceição durante uma coletiva de imprensa convocada pela REN.

Portugal e Espanha foram afetados por um apagão massivo no fim da manhã desta segunda-feira.

Os dois países ibéricos ficaram praticamente sem energia, embora o fornecimento esteja sendo retomado aos poucos.

O motivo da queda ainda não foi totalmente esclarecido, mas entre as hipóteses que estão sendo investigadas, avalia-se a incidência de um fenômeno atmosférico na rede de alta tensão em território espanhol, e também um ataque cibernético.

— Ainda não temos toda a certeza sobre as causas, mas momentos antes assistimos a uma grande oscilação de tensões na rede espanhola. O nosso sistema estava a fazer importação, e com isso os sistemas de controle dispararam e houve um desequilíbrio total — disse Conceição.

Antes mesmo da coletiva, as autoridades portuguesas haviam confirmado que uma operação para o restabelecimento do fornecimento de energia estavam em curso.

Duas centrais energéticas, Castelo de Bode (hidrelétrica) e Tapada do Outeiro (termoelétrica) foram ativadas para gerar energia dentro do país.

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