Empresário do gesso suspeito de mandar matar rival em Araripina é preso

Samuel Medeiros Lima, de 48 anos, teria mandado matar Geraldo do Gesso por uma quantia de R$ 70 mil

Samuel Medeiros Lima, de 48 anos, foi preso por mandar matar empresário rivalSamuel Medeiros Lima, de 48 anos, foi preso por mandar matar empresário rival - Foto: Divulgação/Polícia Militar de Pernambuco

Um empresário do gesso suspeito de mandar matar o rival por desentendimentos foi preso pela Polícia Civil de Pernambuco. O crime aconteceu no mês de fevereiro em Araripina, no Sertão de Pernambuco, e a apresentação da prisão aconteceu nesta segunda-feira (11). Samuel Medeiros Lima, de 48 anos, teria pago R$ 70 mil para mandar matar Geraldo do Gesso. Os dois executores do crime, que já estão identificados pela polícia, continuam foragidos.

A motivação da rixa seria a legalização e regularização das empresas do gesso da região, uma das maiores produtoras do País, defendida por Geraldo. "O Geraldo do Gesso trabalhava corretamente e o Samuel ficou inconformado e começou a nutrir o desentendimento com a vítima", afirmou o diretor de Polícia do Sertão, o delegado Bruno Vital.

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"Quando há esse processo, envolve dinheiro em impostos e funcionários. São dois dos empresários mais influentes e bem conceituados da região de Araripina", acrescentou Vital. Um outro envolvido no crime, Francisco Leandro Leal Silva, de 32 anos, estava em Campina Grande, na Paraíba, e fugiu para Caruaru, no Agreste de Pernambuco, onde também foi preso.

Segundo o delegado Bruno Vital, os comprovantes de pagamento pelo crime estão em posse da Polícia Civil e o caso está quase elucidado por completo. "Estão sendo procurados os executores e a arma do crime. Estamos com o caso quase totalmente esclarecido", completou.

Um dos fatos que contribuiu para a rivalidade entre os empresários foi a morte de animais de Geraldo do Gesso. "Um dia, animais do Geraldo apareceram mortos e ele atribuiu esse fato ao Samuel, o que intensificou a briga", finalizou o delegado. Samuel foi encaminhado à Cadeia Pública de Afogados da Ingazeira, também no Sertão do Estado.

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