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Encontrados 19 corpos carbonizados na fronteira México-EUA

Polícia estadual localizou "dois veículos carbonizados, assim como restos mortais de pessoas"

Corpos foram achados  baleados e carbonizadosCorpos foram achados baleados e carbonizados - Foto: Reprodução Googlemaps

Pelo menos 19 corpos calcinados foram encontrados no sábado (23) em uma estrada rural de uma área de fronteira do México com os Estados Unidos - informou a Promotoria do estado de Tamaulipas (norte).

Em resposta a um informe de um cidadão, a polícia estadual localizou "dois veículos carbonizados, assim como restos mortais de pessoas", afirma um comunicado da Promotoria. 

Dois corpos carbonizados estavam nos bancos dianteiros de um dos veículos - uma caminhonete de carga -, outros dois, do lado de fora, e 15 na parte traseira, acrescenta o comunicado. 

Os corpos foram localizados pela manhã em uma estrada rural no município de Camargo, próximo à divisa com o estado de Nuevo Léon, ainda segundo a Promotoria.

De acordo com as primeiras investigações, "a morte foi provocada por projéteis de arma de fogo e depois foram incendiados", acrescentou o comunicado. 

Os corpos já estão sendo analisados pela perícia legal, mas os danos causados pelo incêndio dificultam sua identificação, disse uma fonte da Promotoria, que pediu para não ser identificada. 

Com cerca de 15.000 habitantes, o município de Camargo está localizado nos limites do estado de Nuevo León e faz fronteira com o Texas, nos Estados Unidos.

A Promotoria informou que entrou em contato com as autoridades de Nuevo León para realizar uma investigação conjunta.

- Disputa por território -
Essa área é palco de disputas entre o cartel do Nordeste, que controla parte de Nuevo León, e o cartel do Golfo, que há décadas opera em Tamaulipas.

Camargo é vizinho de Miguel Alemán, município onde foram encontrados 24 cadáveres em janeiro de 2019, 15 deles queimados, além de cinco caminhões, também incendiados, após confrontos entre grupos criminosos.

O México vive uma onda de violência ligada ao crime organizado, especialmente cartéis de drogas que disputam as rotas para os Estados Unidos.

Desde dezembro de 2006, quando o governo federal lançou uma polêmica operação antidrogas, foram registradas mais de 300.000 mortes violentas, a maioria em atos criminosos, segundo números oficiais.

O presidente Andrés Manuel López Obrador, que quando estava na oposição criticava a operação militar, seguiu uma estratégia similar com a criação da Guarda Nacional. Esta força destacou milhares de seus agentes para o norte.

Analistas avaliam que um dos desafios para o México em sua relação com o novo presidente americano, o democrata Joe Biden, será a luta antidrogas, pois a estratégia militar parece esgotada.

López Obrador também busca encerrar a Iniciativa Mérida, um acordo de cooperação, por meio do qual os Estados Unidos fornecem assistência em matéria de segurança ao México.

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