Encontro debate experiências que deram certo no SUS

Secretários de Saúde do Nordeste estiveram no encontro, no Recife, com representante do Conass e do Ministério da Saúde

Secretários de Saúde de sete estados nordestinos se reuniram nesta sexta (9), no Recife, para debater temáticas da região junto com a presidente do Conselho Nacional dos Secretários (Conass), Michele Caputo, e o gestor executivo do Ministério da Saúde, Antônio Carlos Nardi. Na pauta, a apresentação de experiências exitosas no Sistema Único de Saúde (SUS) e a discussão sobre os principais pontos de estrangulamento da assistência, como o subfinanciamento da tabela de procedimentos e judicialização da saúde.

Essa foi a primeira vez que o Conass promoveu um encontro com perfil regional. A partir de agora, a cada três meses uma capital nordestina receberá uma reunião. A próxima esta marcada para setembro em Fortaleza, Ceará. “Nós temos nossas identidades, peculiaridades, mas temos muitos problemas comuns. Além disso, a par do que algumas pessoas pensam, há muita coisa boa acontecendo em vários lugares do País. Experiências precisam ser compartilhadas e conhecidas. É através delas que será possível que avancemos”, comentou Caputo.

Entre os “cases” apresentados estiveram a Casa do Coraçãozinho, unidade voltada para o tratamento cardiopediátrico, de Alagoas; a rede de cardiologia pediátrica e capacitação em perinatologia, da Paraíba. Pernambuco apresentou entre os dados os resultados do projeto de combate às doenças negligenciadas (Sanar), do programa de assistência a Síndrome Congênita do Zika e de transplantes de órgãos.

O secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa, destacou que tão importante que a troca de expertise é a revisão do financiamento nacional para a saúde. “O subfinancimento é o principal problema do SUS. O Brasil investe 8% do PIB na saúde, quando a média na América do Sul é em torno de 12% a 13%. Os Estados Unidos dispõe de 25% e a Alemanha 23%. Os estados do Nordeste, em média, usam 14%, sendo que Pernambuco investe 16%”, exemplificou.

Costa destacou que o Governo Federal precisa rever os valores dos repasses aos Estados que estão congelados a mais de dez anos e que ficaram ainda mais comprimidos diante da crise econômica. “A inflação da saúde consegue ser o dobro da inflação geral. Tivemos uma inflação de 14% na saúde no ano passado. Com isso não dá para fazer milagre”, criticou. Participantes
Entre os gestores estaduais presentes estavam George de Oliveira (RN), Fábio Pinto (BA), Florentino Neto (PI), Carlos Teixeira (AL), Claudia Lucina Veras (PB) e Henrique Jorge de Souza (CE). Os representantes de Sergipe e Maranhão não compareceram.

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