Encontro reúne técnicos e cientistas para debater impactos do óleo no Nordeste

A Academia Brasileira de Ciências (ABC) promoveu um encontro, na manhã desta terça-feira (29), na sede da Compesa, no bairro de Santo Amaro, área central do Recife, com organizações

Encontro quis reunir protocolo com especialistasEncontro quis reunir protocolo com especialistas - Foto: Lidiane Mota/Folha de Pernambuco

Cooperação científica, estímulo à pesquisa e desbloqueio de fundos de financiamento. O encontro promovido, nesta terça-feira (29), pela Academia Brasileira de Ciências (ABC) na sede da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa), no Centro do Recife, protocolou propostas de cientistas, técnicos e órgãos ambientais dos estados para solucionar os impactos causados pelo óleo nas praias e estuários do Nordeste.

Na reunião, que também teve a presença do governador Paulo Câmara (PSB), os especialistas apontaram os desafios comuns da região e quais as possibilidades de soluções para os problemas causados pelas manchas. Durante à tarde, houve reuniões com profissionais em diferentes eixos temáticos - com o aprofundamento de problemas em cada um dos estados -, com a proposição de pautas a serem executadas pelos grupos.

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Na ocasião, Paulo Câmara fez a abertura do encontro, no qual explicou sobre o trabalho do comitê de crise no estado e sobre edital de pesquisa da Facepe, divulgado na semana passada. “A gente vai ter a oportunidade, hoje, de discutir com setores da academia que fazem pesquisa, não só daqui de Pernambuco, mas dos estados atingidos protocolos para o futuro. Houve na semana passada, a divulgação do edital de R$ 2,5 milhões, para o desenvolvimento de pesquisas, justamente investigar os impactos e o meio ambiente do nosso estado. Mas Troca de experiências e a articulação com os municípios é fundamental”, explicou o governador.

Para o vice-presidente da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Jailson Andrade, o desbloqueio de fundos de apoio à pesquisa seria essencial para dar andamento a um processo mais ágil. “O CT-Petro é um fundo que têm, por um lado como responsável a Agência Nacional de Petróleo (ANP), e o Ministério de Ciência e Tecnologia que gere todos os fundos setoriais. Esse fundo do petróleo é o mais rico, com a maior movimentação de recursos. Os recursos dele vêm sendo contingenciado há um tempo, desde 2013, se você for observar. Nesses momentos de emergências, esses fundos são extremamente fundamentais para os grupos de pesquisa”, ressaltou o presidente. Até agora, segundo informações da instituição, o fundo ainda não foi acionado.

Durante o encontro, o vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco, o professor Moacyr Cunha, afirmou que o Instituto de Pesquisas Oceânicas, embargado há quatro anos, auxiliaria na agilização dos estudos. “Nestes momentos de crise que a gente percebe o quanto é necessário a gente trabalhar de forma coletiva e organizada. Nós trabalhamos, durante três anos, na criação do Instituto de Pesquisas Oceânicas, com especialistas do Brasil e do exterior. Esse instituto foi criado, oficialmente em 2013, mas não conseguimos dar andamento”, frisou o professor.

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