Enem: hora de focar em temas sociais

Segunda matéria da série traz os temas que serão cobrados em História e Geografia

xXx ReativadoxXx Reativado - Foto: Divulgação

A escravidão, a formação da classe operária, a crise dos refugiados, a relação do homem com o meio. São alguns dos assuntos que certamente serão cobrados nas questões de História e Geografia. “O Enem tem uma característica muito forte de 2009 para cá. O tema Revolução Industrial, por exemplo, está presente como um objeto de conhecimento em História e Geografia e pode ser analisado por ambas as disciplinas, além de Sociologia, que também faz parte da área Ciências Humanas”, observa o professor de Geografia Marcial Oliveira. Dentro do conteúdo de História, a Revolução Industrial vai delinear um novo modelo de economia por meio do liberalismo econômico, fazendo com que o capitalismo passe de comercial para o industrial. E, em Geografia, percebe-se que a Revolução Industrial indica uma etapa da maneira como o homem estabelece a relação com o meio, movimento que dá elementos para definir a chamada geopolítica contemporânea.

Livros como Germinal, de Émile Zola, e O Cortiço, de Aluísio Azevedo, são alguns exemplos. Acompanhar noticiários em TV e jornais talvez seja a recomendação mais recorrente não apenas para quem tem Geografia como disciplina específica no Vestibular 2017, mas para qualquer vestibulando. Assuntos como a atuação do Estado Islâmico no Iraque e Síria e atentados na Europa são algumas das apostas de estudantes e professores. Nacionalmente, poderá ser cobrado a vinda dos refugiados e o rompimento da barragem em Mariana (MG), que ocasionou um dos maiores desastres ambientais.

Escravidão
A aposta de Germana Arruda, 17 anos, aluna do São Luís, é de que a Ditadura Militar e a Escravidão são dois dos assuntos que devem ilustrar questões este ano, principalmente por serem temáticas que transformaram o panorama brasileiro. “Se pudesse dar um palpite, arriscaria uma questão sobre abolição da escravatura no País e República Oligárquica, conhecida como República do Café com Leite.”

Para o professor Plínio do Vale, de História, filmes como 12 Anos de Escravidão (Steve McQueen, 2013), Amistad (Steven Spielberg, 1997) e o mais pop Django Livre (Quentin Tarantino, 2012) podem servir de boas fontes de contextualização da temática negra. “A situação do negro depois da abolição é muito abordada nas provas. Há anos o Enem cobra sobre o tráfico negreiro, resistência negra ou como o negro ficou inserido na sociedade.”

A principal dificuldade dos estudantes, conforme Plínio, é entender o porquê da inserção da mão de obra africana no Brasil em detrimento da escravidão de índios. “Eles não lucravam com indígenas, enquanto o negro, dependendo do gênero e da idade, poderia custar o preço de uma casa popular na zona urbana. O negro era muito lucrativo para Portugal, enquanto o índio eles poderiam ‘pegar na esquina’, então não tem lucro”, justifica o professor.

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