Enem para 17,1 mil pernambucanos

No País, mais de 277,6 mil candidatos tiveram o exame adiado por causa das ocupações estudantis em locais de prova, fazendo o exame neste sábado e domingo

MPPE terá programação voltada aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos HumanosMPPE terá programação voltada aos 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos - Foto: Divulgação

 

Este sábado (3) e domingo (4) são dias de prova do Enem para 277.624 candidatos em 165 cidades que tiveram o exame adiado por causa das ocupações estudantis e intercorrências, como interrupção de energia elétrica. Em Pernambuco, 17.155 participantes fazem a avaliação em 20 prédios distribuídos em oito municípios. O Recife comporta três deles: Fafire, IBGM e Colégio São José. As regras continuam as mesmas, com portões abrindo às 11h e fechando às 12h, no horário local.

Aqui, com a ausência do horário de verão, o exame tem início às 12h30. A recomendação é chegar pelo menos com uma hora de antecedência ao fechamento do acesso aos prédios. Na Capital, é importante ficar ainda mais atento com os horários, porque não haverá esquema especial de ônibus do Grande Recife. O consórcio indica as linhas que passam na avenida Conde da Boa Vista para chegar em algum nos três prédios da avaliação, que ficam no Centro da Cidade.

É bom lembrar que o Inep não aceita carteira de estudante como documento de identificação, apenas RG, Carteira de Trabalho emitida após o dia 27 de janeiro de 1997, passaporte, Carteira Nacional de Habilitação, Certificado de Reservista ou boletim de ocorrência, caso o candidato tenha sido furtado. É preciso levar o Cartão de Confirmação da Inscrição e caneta preta de material transparente, a única permitida. 

Assim como no começo de novembro, a segunda aplicação do Enem também vai ter coleta de dado biométrico. Os objetos eletrônicos, como celular e tablets, devem ser guardados dentro de envelope antes de entrar na sala. Candidatos podem ser eliminados caso forem pegos com telefone durante o exame.

O novo mês de estudo foi tempo para se dedicar ao treino de possíveis temas de redação e deficiências em matérias específicas. Papel da educação na transformação do indivíduo, questões sociais e respeito às diferenças são alguns dos palpites da professora de produção textual Sandra Lima, do Colégio Marista São Luís. “A gente pode esperar uma prova que traga também a questão da inclusão, garantia dos direitos das minorias, até porque a política do governo está muito no viés da inclusão. Se cair, vai ser semelhante à primeira versão da prova. Se eles fizerem a opção por algo diferente, por outro âmbito, pode cair tema ambiental, produção de lixo, politização da juventude, participação dos movimentos sociais ou a questão política do País”, opinou.

Depois que conseguiu se acalmar com a informação do adiamento, Ana Luísa, 17 anos, retomou a jornada de cursinhos preparatórios e aulas de revisão. “Foi complicado nos primeiros dias, mas depois percebi que não vai ferir nada fazer uma redação diferente. O ano não mudou, vai ter assunto da atualidade, eles podem cobrar violência, água, homofobia”, refletiu.

A época de formaturas e festas de fim de ano, em despedida ao 3º ano, também não favoreceu parte dos estudantes do ensino médio que tiveram o Enem adiado. “Ver o pessoal fazendo prova e você em casa e depois se despedindo, focando só nas faculdades particulares, foi difícil”, lamentou a estudante Itwna Souza, 17. Para se distrair, aliviar o estresse e focar nos estudos, ela voltou a fazer exercícios físicos e montou grupo de estudos.

 

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