Ensino remoto nas escolas de Olinda

Contando com cerca de 25 mil alunos, os 300 professores e 60 coordenadores pedagógicos, que atuam em 60 escolas do município no Ciclo da Alfabetização, passaram por cursos de formação específicos para ministrarem as aulas à distância

Luiz agora está aprendendo com os pais.Luiz agora está aprendendo com os pais. - Foto: Divulgação/ Olinda

Em tempos de pandemia a educação é um dos serviços essenciais que continuam a funcionar, de forma remota, para a evolução e o aprendizado dos jovens, adultos e idosos, principalmente os que estão começando a desenvolver a leitura. A mediação dos pais e dos familiares na educação infantil é peça chave na troca de conhecimentos entre os professores e alunos das escolas da rede municipal de Olinda, que desde o mês de Abril está utilizando plataformas digitais para o ensino.

Contando com cerca de 25 mil alunos, os 300 professores e 60 coordenadores pedagógicos, que atuam em 60 escolas do município no Ciclo da Alfabetização, passaram por cursos de formação específicos para ministrarem as aulas à distância. "É fundamental a relação da família com o estudante, na medida do possível é preciso sim esse acompanhamento. A família é a primeira escola, sem eles esse processo das aulas remotas não teria dado tão certo até agora", disse o Gestor da Escola Pastor David Richar Blackburn, Flávio Tavares.

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Para ele, as principais orientações, são que o aluno disponha de um espaço reservado para o momento da aula, podendo ser até no quintal de casa ou no próprio quarto. É preciso também que o estudante respeite o horário da programação das aulas e que em caso de qualquer dúvida sobre os conteúdos abordados, os pais ou os próprios alunos devem entrar em contato com o professor individualmente.

Luiz Côrrea, de 7 anos, estudante do 2° do Ensino Fundamental está tendo a ajuda frequente do pai Sérgio Cristovão, 57, que no momento está desempregado e resolveu acompanhar de perto e incentivar o filho nos estudos mesmo em tempos de pandemia. Mesmo longe da escola o filho e o pai se uniram para vencer os desafios impostos pelo o isolamento social. “Os exercícios eram passados pelo whattsapp e por lá mesmo, a professora passava toda a explicação pra ele e pedia pra ele escutasse e o que não foi compreendido, eu ligava pra ela tirar as dúvidas dele”, disse o pai de Luiz.

Um dos pontos que o pai mais gostou do ensino remoto, foi o aprendizado que o filho está tendo com a tecnologia. Antes, o menino não tinha muita ligação com o celular pois brincava muito com os colegas e não se atraía muito pelo celular. As atividades escolares que começam às 8h, a professora passa uma atividade do dia e corrige às atividades passadas no dia anterior. “Superou as minhas expectativas, não esperava que esse sistema de ensino fosse dar tão certo”, finalizou.

São três as plataformas usadas pelos os alunos do 1° ao 9° para assistirem as aulas e fazerem os exercícios. A primeira, o Dte, é destinada aos alunos do 5° ao 9° do Ensino Fundamental, oferece semanalmente exercícios, contemplando os componentes curriculares de Português e Matemática, o acesso no site www.dteolinda.com.br/educacao é com a senha disponibilizada pela direção escolar aos alunos. 

A segunda plataforma é Simplifica, a plataforma digital oferece atividades diárias, no formato de trilhas pedagógicas envolvendo os componentes curriculares destinados aos estudantes do 1° ao 9° ano do Ensino Fundamental. A terceira é destinada aos estudantes e professores de todas as etapas, níveis e modalidades de ensino. Logo no começo do processo houve uma grande rejeição, por parte dos pais de alunos, mas com o passar dos dias os tutores se adaptaram a nova forma de ensino dos filhos.

Para aqueles que não possuem acesso ao ensino virtual ainda será entregue em algumas das escolas, o Kit Olinda Patrimônio que contém atividades escolares impressas das disciplinas. A partir disso será feita uma sondagem pelo professor do que o aluno conseguiu absorver de conteúdo.

Alguns dos alunos conseguem ter acesso as aulas que acontecem nas plataformas, já outros não. De início, a maioria das escolas recolheu os números dos alunos e fez um grupo para cada sala. Alguns conseguem ter o acesso ao vivo às aulas e outros só conseguem assistir à noite  ou no outro dia.

“De repente viramos youtubers, os vídeos das aulas estão sendo caseiros. Os alunos que não estão tendo acesso às aulas receberão um material com exercícios e explicações, a partir de uma planilha que foi entregue na escola no último dia 15”, disse a professora da Escola Izaurina de Castro e Silva, Marlete Buarque. Para a professora o momento não está sendo difícil mas sim cansativo, no preparo às aulas e na retirada de dúvidas dos alunos em tempo integral.

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