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[Entrevista] 'Eu sou uma cantora que sofreu muito por amor', diz Duda Beat

Este ano foi excelente para a cantora pernambucana Duda Beat, que deu continuidade ao sucesso que começou a ser construído ainda em 2018

A cantora concedeu entrevista exclusiva à Folha de PernambucoA cantora concedeu entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco - Foto: Zanone Fraissat/Folhapress

Rainha da sofrência pop. Esse é termo que os amantes da música alternativa definiram Eduarda Bittencourt, mais conhecida como Duda Beat. A cantora de 32 anos, que explodiu em 2018 com seu primeiro álbum, “Sinto Muito”, colhe, até hoje, os frutos do pioneiro. Inúmeras parcerias musicais, apresentações nos principais festivais do Brasil, turnê internacional e reconhecimentos em forma de premiação. Esse foi o ano da pernambucana, que vive há anos no Rio de Janeiro. A cantora concedeu entrevista exclusiva à Folha de Pernambuco, que dá continuidade à série Gente Que Fez 2019. Duda contou sobre metas para o ano que está chegando, sonhos, histórias e vida.

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Muitos prêmios e reconhecimentos nacionais. Como você definiria 2019?
2019 foi um sonho realizado. Um ano de muito trabalho com muitas conquistas, mas tudo com muito pé no chão. Foi mais do que esperei.

Acredito que seu destaque chegou no ano mais complicado em todos os aspectos. O que isso representa para você?

Resistência. Eu aflorar nesse ano. Um ano tão difícil politicamente, com tanta coisa ruim que aconteceu. Mas com tantas verdades nas minhas letras e também no meu posicionamento também.

Como você define o seu estilo musical?

Eu adoro quando falam que faço sofrência pop. É isso mesmo. Eu sou uma cantora que sofreu muito por amor. Essa é a minha verdade. Foi o que eu vivi. Mas é pop, porque eu tento fazer as pessoas dançarem com isso. Eu não tenho muito medo de me arriscar em tantos estilos diferentes musicais. Estou totalmente nessa onda que colocaram para mim.

Qual é o maior sonho da artista Duda Beat e da pessoa Eduarda Bittencourt?


O maior sonho da artista Duda Beat é não parar de trabalhar nunca mais. Está sempre muito rica com criatividade e verdade para colocar isso na música. Para a pessoa Duda Bittencourt é que exista mais paz no mundo. Que as pessoas sejam mais amorosas com o próximo. O ninguém soltar a mão de ninguém eu acho que é um grande desejo meu nesses tempos difíceis.


Esses dias circularam no Twitter fotos de um clipe com Bruno Ilogti, o diretor de "Sua cara", fruto da parceria entre Pabllo Vittar e Anitta. O que podemos esperar?

(Risos) Eu não posso falar muito disso. Mas vocês podem esperar uma coisa muito linda e três cores muito marcantes. (Risos) Já dei spoiler demais.

Pernambucana raiz é quase impossível não associar ao Carnaval. Quais os planos para a festividade?

Olha, provavelmente eu vou trabalhar muito. Mas se eu tiver algum dia de volta com certeza eu vou para Olinda e Recife Antigo. É uma tradição muito forte para todo pernambucano. Vou relembrar a folia que existe em mim (risos).

Uma meta para 2020.

Lançar meu álbum novo. É fazer muito show. É fazer com que minha música chegue em lugares que ainda não chegou.


“Sinto Muito” terá continuação? Como andam as produções musicais?

Sinto muito terá continuação. A história não para. Sinto Muito é um álbum que fala sobre o início de tudo. Da forma que me apaixonei. Sobre como fui rejeitada. Esse novo álbum, que ainda não tem título, vai continuar essa história. Vai ter muita sofrência ainda, afinal, foram muitos anos sofrendo por amor. Mas, também vai ter o momento que estou vivendo agora. Que eu tenho um amor correspondido. Estou totalmente feliz com esse casamento.


Como é representar o nosso “País Pernambuco” mundo afora?

É uma alegria sem tamanho. Eu tenho muito orgulho de ser daí. Eu vivi mais tempo da minha vida em Pernambuco. Sou recifense muito convicta. Todo o lugar que chego eu falo que sou de Recife. Foi o lugar que me formei musicalmente, me formei como ser humano.

Como é ser mulher e nordestina no mundo da música?

Ser mulher já é muito difícil no país inteiro. A gente luta todo dia contra machismo, contra opressão masculina. Lutamos todo dia para sobreviver. Nordestina , então, nem se fala. Existe ainda uma xenofobia que nos atinge diretamente. Como mulher nordestina meu papel é levantar a cabeça diante de tudo, responder a altura e seguir em frente lutando. Ser mulher nordestina na música não é fácil, mas a gente enfrenta porque a gente não foge da luta.

Quais são suas maiores referências culturais?

O Nordeste inteiro é minha referência cultural. Eu me formei musicalmente em Recife. Cresci ouvindo Maracatu, Frevo, Axé, Pagode, Brega. São as coisas da minha terra. Eu vivi tudo isso. Minhas referências nuas e cruas. Sou muito orgulhosa do meu país pernambuco (risos).



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