Educação

Escolas particulares de Pernambuco iniciam ano letivo nesta terça-feira (1º)

Neste novo retorno, os estudantes devem seguir as recomendações de uso de máscara e higienização das mãos, mas o distanciamento mínimo entre eles não é mais obrigatório

Volta às aulas nas escolas particulares. Na foto, Colégio Saber ViverVolta às aulas nas escolas particulares. Na foto, Colégio Saber Viver - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

O ano letivo de 2022 começou para os cerca de 420 mil alunos matriculados nas escolas particulares de Pernambuco. As instituições de ensino retomaram as aulas na manhã desta terça-feira (1º), com atividades presenciais, duas semanas após o início da vacinação infantil contra a Covid-19. A rede pública estadual volta na próxima quinta (3).

Neste novo retorno, os estudantes devem seguir as recomendações de uso de máscara e higienização das mãos, mas o distanciamento mínimo entre eles não é mais obrigatório. Também não será exigido passaporte vacinal, segundo orientação do Sindicato dos Estabelecimento de Ensino do Estado (Sinepe-PE). Confira os protocolos de higiene para a volta às aulas da rede privada de ensino.
 

Volta às aulas nas escolas particulares. Na foto, Colégio Saber ViverVolta às aulas nas escolas particulares. Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco

Para receber os alunos, as unidades apostam no clima de confraternização. Na Zona Norte do Recife, o Colégio Saber Viver, localizado no bairro do Espinheiro, fez uma recepção com música. Além do DJ, dois artistas vestidos de mímicos animavam a garotada.

“Está sendo uma alegria imensa. Aqui a gente acredita muito no formato de ensino presencial devido às relações pessoais e prepara um dia superalegre”, comenta a diretora pedagógica Natália Ayres.
 

Avó da estudante Maysa, de 9 anos, a economista Cristina Kirzner, 63, já garantiu a primeira dose da neta e se sente bastante aliviada. “Graças a Deus ela está vacinada, a ansiedade nossa era muito grande. E eu sei que a escola é muito cuidadosa”, disse. Maysa estava com saudade dos colegas. “Muita, muita, muita [saudade]. Vou brincar com meus amigos e aprender muito”, ressaltou.

Com a vacina da filha Helena, 8, agendada para este mês, a enfermeira Emanuele Medeiros, 42, disse que ficou mais temerosa. "Mas ela não aguentava mais esse tempo que passou em casa desde o início da pandemia, visto que a gente só liberou a vinda para a escola no segundo semestre do ano passado. Isso mexe muito com a saúde mental. É um exercício de um dia de cada vez", descreveu.

Protocolos
Em Olinda, o Colégio DOM, localizado no bairro de Casa Caiada, que atende mil alunos do Ensino Infantil ao Médio, contou até com a ajuda de um super-herói para animar os jovens. Lá, foi o Homem-Aranha quem fez a recepção, tirando fotos e interagindo com eles. Mas, para além da festa, o coordenador pedagógico do Ensino Médio, Genildo Júnior, ressaltou a necessidade de cumprir os protocolos.

“Este é um momento de muita atenção. A gente conta com a colaboração dos pais no sentido de que, se você tem em casa alguém com sintomas gripais ou teve contato com alguém que apresentou, deixe a criança em casa porque ela não vai ser prejudicada. Ela vai ter aula remota”, afirmou.

Ainda de acordo com o coordenador, o número de estudantes nas salas aumentou desde o ano passado. “Muitos deles estão há dois anos, praticamente, sem vir à escola. É uma perda pedagógica muito forte. Então, a gente está com todo o cuidado”, informou.

Começando o segundo ano do Ensino Médio, a estudante Sely Maria, 17, conta que, em 2021, não teve aula presencial “direito”. “Estava bem ansiosa para voltar. A aula presencial é bem melhor que a remota. Sentia falta do contato com todo mundo”, comentou.

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