Escolas prisionais de Pernambuco recebem certificação da Unesco
A unidade da Colônia Penal Feminina do Recife e outra de Palmares, na Mata Sul de PE, foram reconhecidas pelo trabalho feito com os reeducandos
O Projeto Escola Associada (PEA) da União das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) concedeu a duas escolas prisionais de Pernambuco certificado pelo desenvolvimento de ações que objetivem ampliar a consciência de cidadania e cultura de paz. A cerimônia de reconhecimento do trabalho das escolas será entre os dias 12 e 14 de setembro, na Bahia.
Uma das escolas que vai receber a certificação da Unesco é a Escola Olga Benário Prestes. Localizada na Colônia Penal Feminina do Recife, onze turmas abrigam 314 estudantes na modalidade de Educação de Jovens e Adultos (EJA) que vai da alfabetização ao ensino médio. A unidade foi reconhecida pelo projeto Gentileza Gera Gentileza, uma ação que desde 2017 trabalha pequenas situações de respeito, de agradecimento e de cumprimento.
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As estudantes assistem a vídeos com contexto acerca da gentileza, confeccionam cartazes e, ao final do projeto, multiplicam o conteúdo em toda unidade prisional, além da elaboração de desenhos e de redação.
A outra escola que será certificada pelo PEA-Unesco é a Padre André Albert Coopman, localizada no Presídio Rorenildo da Rocha Leão, em Palmares, Mata Sul de Pernambuco. Atualmente 370 reeducandos estão divididos em dez turmas também na modalidade EJA. A encenação da peça teatral A Paixão de Cristo foi um dos projetos desenvolvidos na unidade prisional.
Outras 17 escolas de referência e integral, também receberão a certificação. Todo estudante que assiste 12h de aula tem um dia remido na sua pena.

